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Cuca anuncia pausa no futebol e abre caminho para Abel Braga no Santos

Marcello Zambrana/AGIF
Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

Samir Carvalho

Do UOL, em Santos (SP)

23/11/2018 18h25

O técnico Cuca anunciou que dará um tempo com o futebol para cuidar de um problema de saúde. O treinador passará por cirurgia no coração no fim desta temporada. Com isso, o técnico comanda o time contra o Atlético-MG neste sábado, às 20h (de Brasília), na Vila Belmiro, válido pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro, e se despede do Santos na última rodada da competição, diante do Sport, no próximo dia 2, na Ilha do Retiro.

"Depois do jogo contra o Botafogo foi me perguntado por um colega de vocês se eu tinha um problema de saúde e tal. Ele me pegou de surpresa, falei, acabou que ficou uma coisa meio aberta. Venho a público para explicar um pouquinho do que aconteceu, até para todos ficarem mais tranquilo. Tive dois problemas no coração, um na artéria principal e outro na artéria secundária. Com meu cardiologista, ficou constada a necessidade de um cateterismo com imagens mais avançadas para saber de que forma combater esses problemas, que são coisas naturais para a gente, que vive nesse estresse, que tenho hereditariedade de família, principalmente do meu pai. Estou sujeito a isso. Infelizmente, faço um pitstop para dar uma revisada no motor e depois voltar à corrida, que é minha vida", afirmou Cuca.

Cuca já abriu as portas do Santos para o técnico Abel Braga, o preferido da diretoria santista para substituí-lo. Ele disse que, caso seja consultado por Abel, dará boas referências do clube paulista. A diretoria santista, inclusive, já entrou em contato com Abel após ser informada que Cuca deixaria o clube após o término do Brasileiro. A ligação ocorreu na manhã desta sexta-feira. O ex-técnico do Fluminense é amigo do presidente José Carlos Peres, mas ainda não confirmou se aceitará o convite.

O UOL Esporte já havia revelado que Abel é a primeira opção do alvinegro praiano e só esperava uma decisão de Cuca para iniciar as negociações com o ex-técnico do Flu.

"Pode vir, a terra é muito boa aqui para trabalhar. Mas a montagem tem que passar por ele (Abel). A hora de trabalhar o ano que vem é agora", disse.

Cuca disse que não saberia se ficaria no Santos mesmo se não tivesse o problema no coração. O treinador alega que gostaria de ter certeza do presidente José Carlos Peres que o elenco seria montado por ele.

“A minha permanecia eu ia sentar e conversar e ver com ele qual seria o plano de montagem de elenco. Não que eu seja o dono da razão mas se passe por mim o elenco eu ia ficar. Eu ia ouvir, íamos andar juntos. Se tivesse isso eu ficar, aqui é bom para trabalhar. A aceitação da torcida, entende que perdemos jogadores, diferentes das outras torcidas. Eu ficaria se o time fosse feito por mim, junto com eles”, disse.

Peres amenizou os problemas internos e até externos que teve com Cuca. O presidente santista classificou as polêmicas como “brigas de família” e revelou que Cuca, inclusive, ajudará o Santos no planejamento de 2019 antes de sua saída do clube.

“Eu quero te agradecer do fundo do meu coração. Você passou a fazer parte da minha família. Nós vamos continuar conversando, ele se colocou à disposição para nos ajudar. Ninguém conhece esse elenco mais do que ele. Ele vai nos ajudar até na escolha de um novo técnico”.

Cuca passou mal pela primeira vez durante a derrota do Santos para o Cruzeiro no dia 23 de setembro, no Mineirão, em Belo Horizonte. Depois disso, o treinador foi submetido a exames, que "acusaram" a necessidade de uma cirurgia cardíaca. O treinador, inclusive, ressalta que já sabia do problema antes da sequência de quatro derrotas (Palmeiras, Chapecoense, Flamengo e América-MG) e que o mau momento do time na temporada e a perda da classificação para a Copa Libertadores da América, não influenciaram em sua decisão. Ele ressalta que já estava decidido por esta "pausa" no futebol.

“Nestes quatro jogos (Palmeiras, Chapecoense, Flamengo e América-MG) eu já sabia do meu problema, eu sabia antes deles. Já não tinha nada a ver, nós perdemos muitos jogadores em pouco tempo. Não jogamos menos que Palmeiras, Flamengo, mas não jogamos bem com Chapecoense e América. Hoje a disputa estaria muito aberta. O tropeço nosso passou por essas duas partidas aí”, concluiu.

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