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Aumento de preço não garante lucro, e Vasco vê tática falhar no Brasileirão

Torcida do Vasco contra o Inter; pouco mais de 8 mil compareceram - Rafael Ribeiro/Vasco
Torcida do Vasco contra o Inter; pouco mais de 8 mil compareceram Imagem: Rafael Ribeiro/Vasco

Bruno Braz

Do UOL, no Rio de Janeiro

31/10/2018 04h00

O aumento de preço do ingresso para a decisiva partida da última sexta-feira (26) contra o Internacional, que terminou em 1 a 1, gerou muitas críticas por parte da torcida do Vasco. O argumento da diretoria era que o momento financeiro do clube trazia tal necessidade, mas se a estratégia, com isso, era para obter lucro, o tiro acabou saindo pela culatra. De acordo com o boletim financeiro divulgado no site da CBF, o Cruzmaltino teve prejuízo de R$ 22.294,50 com seus 8.301 pagantes. 

Borderô da partida entre Vasco x Internacional - Divulgação / Site oficial da CBF - Divulgação / Site oficial da CBF
Borderô da partida entre Vasco x Internacional
Imagem: Divulgação / Site oficial da CBF

Com uma arquibancada para não-sócio que passou de R$ 40 para R$ 60 (inteira), o Vasco teve receita de R$ 262.320,00, contra despesa de R$ 284.614,50.

Os vascaínos que não concordaram alegaram que, além do aumento ir de encontro à necessidade desportiva de se ter um estádio cheio diante do risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, a inflação ainda coincidiu com o jogo ser no fim do mês e às 21h30 de uma sexta-feira.

Vice-presidente de marketing, Bruno Maia utilizou sua conta no Twitter antes da partida contra o Inter para justificar aos torcedores o preço, que havia sido estipulado depois da vitória sobre o Cruzeiro e antes da derrota para o Sport.

O dirigente, que na sequência se mostrou compreensivo com as críticas sobre o valor, frisou que essa competência de precificar o bilhete cabe a outro departamento do clube.

Segundo os borderôs divulgados pela CBF, dos últimos três jogos como mandante, somente na derrota para o Santos, em jogo mandado pelo Vasco no Maracanã, o prejuízo foi maior que contra o Colorado, na ordem de R$ 46.101,74.

No duelo com o Cruzeiro, o déficit foi de apenas R$ 645, enquanto na vitória sobre o Bahia houve lucro de R$ 28.087,95.

Diante de mineiros e baianos, o ingresso de arquibancada custou R$ 40 (inteira). Já contra o Santos, o setor sul saiu a R$ 30 (inteira), e o leste a R$ 60 (inteira).

Ticket médio elevado

O torcedor do Vasco que tem sofrido com a campanha ruim até aqui no Brasileirão ainda é um dos que paga mais caro para ver sua equipe jogar. Levando-se em consideração o ranking do ticket médio divulgado pelo "Globoesporte.com", o clube é o terceiro – ao lado do São Paulo – com o preço mais elevado: R$ 36, ficando atrás apenas do Palmeiras (R$ 56) e Corinthians (R$ 43).

A ideia da diretoria cruzmaltina com essa política é também impulsionar seu programa de sócio-torcedor, que oferece descontos vantajosos no ingresso.

Segundo o site do "Movimento Por Um Futebol Melhor", o clube é o 11º com mais sócios, tendo 28.567 sócios. Os números foram consultados nessa terça-feira (30).

Em termos de média de público no Brasileirão, o Vasco também é o 11º, com 14.189 pagantes..

Vendas de mando salvam finanças

O que tem salvado o Vasco até aqui de não fechar no vermelho em termos de renda no Brasileirão foram justamente as duas criticadas vendas de mando de campo que realizou contra Corinthians (R$ 500 mil) e Flamengo (R$ 450 mil). Com isto, somando-se todos os mandos, o clube tem um lucro de R$ 559.955,14.

Desconsiderando estas duas partidas que foram para Brasília (DF) e levando-se em conta somente os jogos em São Januário e no Maracanã, o prejuízo é de R$ 390.044,86.

O Vasco, aliás, só teve lucro em três jogos na competição atuando em São Januário, contra Bahia, Ceará e Fluminense, todos ao preço de R$ 40 (inteira) a arquibancada.

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