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Incerteza de Abel e falta de opções geram dúvidas no Fla sobre Barbieri

Mauricio Barbieri comanda o Flamengo em duelo com o Corinthians - Gilvan de Souza / Site oficial do Flamengo
Mauricio Barbieri comanda o Flamengo em duelo com o Corinthians Imagem: Gilvan de Souza / Site oficial do Flamengo

Bruno Braz e Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

28/09/2018 04h00

Além da ressaca por mais uma eliminação, o clima também é de muita incerteza no Flamengo. A diretoria ainda não chegou a um consenso sobre a manutenção ou não do técnico Mauricio Barbieri no cargo uma vez que as opções no mercado estão escassas. Abel Braga, o favorito, já deixou claro para muitos clubes nesta temporada que não quer trabalhar até o fim do ano, algo que torna a missão de demovê-lo da ideia bem difícil.

Somente nos últimos meses, o treinador apresentou o mesmo argumento para descartar Palmeiras, Santos e Vasco. Porém, conta como esperança para o Rubro-Negro o fato do ex-comandante do Fluminense ver com bons olhos a possibilidade de trabalhar com a equipe da Gávea. Todavia, o cenário ideal inicialmente para isso seria a partir de 2019.

Abel é o nome favorito de Ricardo Lomba, vice de futebol, candidato da situação na eleição e com quem possui boa relação. Só que o Flamengo tem apenas 12 jogos pela frente no ano e uma indefinição, já que não se sabe quem será o presidente do clube em 2019. Técnico de peso, Braga não firmaria um compromisso apenas até dezembro. Além de contar com o "sim" do comandante, seria necessário ao menos um contrato até o fim do próximo ano para tentar fechar questão.

Desta forma, como ultrapassaria a atual gestão, Ricardo Lomba precisaria entrar em acordo com o opositor Rodolfo Landim, explicando a opção e sustentando que Abel iniciaria uma espécie de reformulação no elenco para a próxima temporada. Abelão também é um nome que agrada Landim, mas não o único. É Renato Gaúcho o favorito da chapa UniFla para assumir o cargo em 2019. O técnico, porém, já negocia uma renovação com o Grêmio.

Não é simples fechar uma negociação com Abel e nem com qualquer outro profissional diante das circunstâncias. Aceitar um vínculo apenas até o fim do ano é algo descartado pelos próprios dirigentes rubro-negros. Além disso, o presidente Eduardo Bandeira de Mello é sempre resistente ao processo de mudança no comando técnico. Foi assim em todas as trocas da gestão.

Tanto que houve cobrança forte após a derrota para o Internacional por 2 a 1. Os mais próximos queriam a substituição de Maurício Barbieri antes das semifinais da Copa do Brasil para que o time tivesse mais chances de conquistar um título de expressão. Bandeira bateu o pé e a situação se arrasta por três semanas. O jovem técnico, que corre risco de demissão ainda nesta sexta, não tem tranquilidade para trabalhar, segue pressionado e questionado em quase todas as entrevistas sobre a permanência no cargo.

A insatisfação de torcedores chegou diretamente a Bandeira nesta quinta-feira, quando o presidente rubro-negro aguardava em São Paulo o embarque para o Rio de Janeiro após a eliminação para o Corinthians. O dirigente foi abordado por um torcedor que cobrava explicações sobre a manutenção de Barbieri e o ambiente ficou ainda mais tenso.

Em meio ao clima de indefinição, Barbieri comandou um treinamento nesta quinta-feira na capital paulista. O vice de futebol, Ricardo Lomba, e o diretor de futebol, Carlos Noval, continuaram com a delegação e deverão seguir juntos com o elenco para Salvador (BA) nesta sexta-feira, onde o Flamengo encara o Bahia, no dia seguinte, pelo Campeonato Brasileiro.

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