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Por que Salah é top 3 e está fora da seleção? Critérios de votação explicam

AP Photo/Frank Augstein
Imagem: AP Photo/Frank Augstein

Ana Carolina Silva

Do UOL, em São Paulo

24/09/2018 18h33

O sentimento de estranheza dominou a internet durante o anúncio da seleção do ano nesta segunda-feira, em Londres, durante o evento The Best, da Fifa. Afinal, Mohamed Salah foi um dos três finalistas ao prêmio de melhor jogador do mundo, mas ficou de fora da lista dos 11. O mesmo vale para Courtois, premiado individualmente como melhor goleiro.

Ao lado de Luka Modric, que saiu vencedor, e Cristiano Ronaldo, o atacante egípcio foi indicado ao troféu de melhor atleta do planeta. Ou seja, dá para dizer que, aos olhos da Fifa, Salah foi um dos três melhores jogadores do ano. Na seleção da temporada, por outro lado, 3.240 votos o separaram de Mbappé, que foi eleito com menos votos que Cristiano Ronaldo e Lionel Messi.

A tabela divulgada pela FIFPro (Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol) ainda mostrou que Neymar ficou na quinta colocação entre os atacantes, mas a organização não tornou pública a quantidade de votos que o brasileiro teve a menos que Salah, Mbappé, Messi e Cristiano Ronaldo.

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Tabela da FIFPro mostra quais jogadores foram mais votados
Imagem: reprodução/FIFPro

O belga Thibaut Courtois recebeu das mãos do brasileiro Jakson Follmann o prêmio de melhor goleiro, mas, assim como Salah, não foi escolhido para a seleção. Em seu lugar, quem ficou com o prêmio foi De Gea, que teve desempenho pouco elogiado na Copa do Mundo e só fez uma defesa em quatro jogos com a Espanha.

Há uma explicação: a seleção do ano, chamada de "World XI", é escolhida por 25.000 jogadores profissionais de 65 países, que são representados pela organização FIFPro.

Segundo o regulamento exposto pela Fifa, o peso dos votos de todos é o mesmo e é possível votar em si mesmo. Em caso de empate entre dois nomes, a federação nomeia o atleta que jogou mais vezes por sua seleção ao longo da temporada. Mas o critério de desempate não foi necessário nos dois casos citados acima.

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Imagem: Ben STANSALL / AFP

A FIFPro revelou que apenas 210 votos (de um total de 25.000) separaram De Gea e Courtois. Na segunda posição, o belga até levou a melhor sobre Keylor Navas, seu novo colega de Real Madrid, com 1.128 votos a mais. Hugo Lloris e Kasper Schmeichel, os outros dois finalistas da premiação de melhor goleiro, nem sequer apareceram entre os cinco mais votados da seleção.

Enquanto isso, a escolha de Courtois como melhor goleiro não teve o mesmo método usado pela FIFPro; foi feita por fãs (cujos votos valem 25% do total), capitães de seleções, treinadores e um seleto grupo de jornalistas (totalizando os outros 75%).

A escolha de Daniel Alves para a lateral-direita da equipe FIFPro tem sido muito contestada na internet, já que, em 2018, o lateral disputou apenas dois amistosos pela seleção brasileira, caiu nas oitavas da Liga dos Campeões e ficou de fora da Copa do Mundo por lesão.

No entanto, o regulamento da votação do time do ano exige apenas que os candidatos tenham jogado um mínimo de 15 partidas entre 3 de julho de 2017 e 15 de julho de 2018 (por clube ou seleção nacional, não há distinção), pré-requisito que Dani Alves cumpriu antes da lesão sofrida em maio deste ano.

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