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Neymar rende mais como meia no PSG e volta a encarar substituições

Thomas Tuchel abraça Neymar após substituição do brasileiro - AP Photo/Michel Euler
Thomas Tuchel abraça Neymar após substituição do brasileiro Imagem: AP Photo/Michel Euler

João Henrique Marques

Do UOL, em Rennes

24/09/2018 12h00

A temporada de 2018/2019 no Paris Saint-Germain já apresenta novidades para Neymar. O brasileiro tem evoluído na função de meia no time, com rendimento melhor em comparação com as atuações pelo lado esquerdo do ataque. Foi assim que comandou a vitória de virada por 3 a 1 contra o Rennes, fora de casa, na tarde de domingo, pelo Campeonato Francês – deu a assistência para o gol do lateral Meunier, o segundo do PSG -. O duelo também ficou marcado pela chateação ao ser substituído. Algo que aconteceu em 3 dos 5 jogos disputados pelo camisa 10 na competição.

Na função de meia, Neymar tem três gols temporada e quatro assistências. Como atacante pelo lado esquerdo, está zerado nos dois quesitos. No total, foram 135 minutos na posição de origem e 315 como meia, em cinco jogos. O outro gol marcado na temporada, na vitória por 3 a 0 diante do Caen, aconteceu na única vez em que atuou como centroavante.

A performance de Neymar quando deslocado do ataque para a função de meia no PSG é usada como recurso pelo treinador Thomas Tuchel em jogos complicados. Foram três ocasiões – diante do Guingamp, Liverpool e Rennes -, em que o jogador voltou a campo após o intervalo saindo da ponta para o papel de armador. Em todos eles contribuiu, ao menos, com uma assistência.

A performance em que mais subiu de nível ao trocar de posição foi diante do Rennes. No segundo tempo do confronto, distribuiu bons passes e também articulou o gol de Choupo-Moting após carregar a bola desde o campo defensivo e dar o passe para Meunier na ponta direita – belga foi o responsável pela assistência -.

“Eu jogo em qualquer posição no ataque, e sou bem tranquilo quanto a isso. Estou ali para ajudar e gosto de jogar nas duas posições. Gosto de estar em campo e não importa a posição que eu jogue”, avisou Neymar após o confronto em Rennes.

Diante do Guingamp, o PSG tinha resultado adverso de 1 a 0 quando Neymar passou a atuar como meia. Pouco depois sofreu um pênalti convertido em gol por ele mesmo e deu o passe para um dos dois gols de Mbappé no triunfo por 3 a 1. Diante do Liverpool, outra assistência para o francês marcou a evolução no meio-campo após atuação discreta como atacante no primeiro tempo – PSG perdeu o jogo por 3 a 2 -.

“Acho que tenho jogado (como meia) pelos jogadores que existem no elenco como o Di Maria, Kylian (Mbappé) e outros que exercem funções pelo lado de campo. Ele (Tuchel) me vê com qualidade para jogar pelo meio, e eu já joguei assim no Santos, no Barcelona, e não tem problema nenhum”, disse Neymar.

As substituições de Neymar

Durante toda a temporada passada, Neymar jamais foi substituído pelo treinador Unai Emery no Paris Saint-Germain. E o cenário de 3 substituições, em 5 jogos no Campeonato Francês gerou a primeira reação de chateação do brasileiro. Mesmo sendo substituído aos 45 minutos do segundo tempo, o camisa 10 gesticulou negativamente com a cabeça e abriu os braços ao ver que era o escolhido para sair do time no lugar de Nkunku. Na entrevista, sua reação foi a de dar outra explicação para o incômodo.

“Não foi nada. Até pensaram que eu estava pedindo para esperar para ser substituído (antes da cobrança de falta de ataque), mas eram gestos de pedido de desculpas ao Meunier por um passe que eu tinha errado. Só que é claro que nenhum jogador gosta de ser substituído”, destacou Neymar.

“Claro que não gosto de sair do jogo, nenhum jogador gosta, mas não é o caso de ficar com raiva ou bravo. E é até bom para recuperar para o próximo jogo”, complementou.

Ao deixar o campo, Neymar comoveu a torcida no estádio por caminhar ao lado de uma criança chorando, e também foi abraçado carinhosamente por Tuchel.

“E um treinador jovem que tem sua maneira de jogar, e nós estamos gostando bastante como ele treina, como fala com os jogadores e espero que com o seu trabalho poderemos fazer uma boa temporada”, elogiou Neymar. 

“Não, acho que não tem nada a ver. No meio de campo tem mais jogadores até do que do lado do campo. É uma estratégia que o treinador viu, acha que eu tenho qualidade para jogar no meio e me colocou, acabamos virando o jogo”, disse. "Ele me vê com a qualidade de jogar pelo meio, eu já joguei assim no Santos, no Barcelona e para mim não tem problema nenhum”, finalizou.

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