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Após expulsão de Dedé, Galiotte pede união de clubes do Brasil na Conmebol

Do UOL, em São Paulo

20/09/2018 13h07

Um dia após a controversa expulsão de Dedé, do Cruzeiro, no jogo contra o Boca Juniors, o presidente do Palmeiras, Mauricio Galiotte, pediu união dos clubes brasileiros para que a CBF tenha maior representatividade na Conmebol. O Alviverde visita o Colo-Colo nesta quinta-feira (20), no jogo de ida das quartas de final da Copa Libertadores da América.

Questionado sobre a utilização do VAR, Galiotte citou a falta marcada a favor do Cruzeiro e contra o Palmeiras na partida de ida das semifinais da Copa do Brasil, mas disse que o Palmeiras é favorável à utilização da tecnologia e pediu que os clubes brasileiros tenham maior união.

"O Palmeiras é 100% favorável a tudo que agrega valor ao futebol, a tecnologia agrega valor. É um momento de transição e esse é o caminho, temos que ter o futebol cada vez mais justo, limpo. O VAR não vai resolver todos os problemas, mas esse é o caminho. Até por ser início, tem ocorrido alguns problemas. Tivemos na Copa do Brasil, na semana passada, em casa. Vamos entender que é um processo natural, início de um trabalho e que o árbitro errou. Mas é o que eu disse: a arbitragem tem que usar a ferramenta, aprender e isso vai demandar um tempo", disse Galiotte, em entrevista à ESPN.

"Mas a gente não pode ficar apenas reclamando de A, B ou C. Como clubes, temos que nos unir. O problema não é o VAR, o problema é que temos que ter representatividade na Conmebol. O Brasil é muito importante para as competições. Os assuntos têm que serem tratados, assuntos respeitados. Acho que temos tudo para evoluir", concluiu.

Por meio das redes sociais, alguns torcedores palmeirenses se manifestaram em tom de revanchismo após o erro contra o Cruzeiro justamente por conta do lance polêmico ocorrido na semifinal da Copa do Brasil.

Em junho, a CBF chegou a ser tratada como traidora dentro da Conmebol depois que o Coronel Nunes, representante da entidade brasileira, votou contra o combinado na escolha da sede da Copa do Mundo de 2026. Para Galiotte, não é possível acreditar que o incidente atrapalha os clubes brasileiros nas competições continentais.

"Não acredito, não posso crer nessa possibilidade. É uma situação política, que envolve CBF e Conmebol. Não acredito que possa influenciar dentro de campo. Isso seria muito ruim para todos que trabalham no futebol. Acho que o presidente da Conmebol e a diretoria vêm desenvolvendo um trabalho, pregando transparência. Realmente não acredito nessa possibilidade. Nós como dirigentes de clubes não podemos em hipótese alguma pensar nisso. O que temos que fazer é nos unir", declarou.

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