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Calvário de substitutos reforça importância de Fagner no Corinthians

Sem substituto confiável, Corinthians sofre quando Fagner não joga - Thiago Ribeiro/AGIF
Sem substituto confiável, Corinthians sofre quando Fagner não joga Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

Bruno Grossi e Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

18/09/2018 04h00

A vitória do Corinthians por 2 a 1 sobre o Sport no último domingo (16) serviu para quebrar um incômodo jejum que já durava quatro jogos na temporada, mas também evidenciou um problema que virou constante para o time alvinegro: a falta de um substituto confiável para Fagner na lateral direita. Desde a saída de Edilson, no meio de 2016, o clube tem enfrentado uma série de dificuldades na tentativa de firmar um reserva para o camisa 23, que vê sua importância no time ficar cada vez maior por conta disso.

Com Fagner se recuperando de lesão na coxa, foi o volante Paulo Roberto quem iniciou na lateral contra o Sport, mas ele se machucou e deu lugar a outro atleta improvisado no setor, o também volante Gabriel, no decorrer do jogo. O substituto natural, Mantuan, também está entregue ao departamento médico.

O calvário da lateral direita começou há dois anos, quando Edilson trocou o Corinthians pelo Grêmio com o objetivo de jogar mais. O atleta, que vinha cumprindo um papel importante como reserva de Fagner no time paulista, se firmou como titular em sua nova equipe e hoje, no Cruzeiro, é um dos principais nomes da posição no futebol nacional.

Na época da saída de Edilson, o então técnico corintiano Tite pediu a contratação de outro jogador, mas a diretoria apostou em Léo Príncipe. Cria da base, o jovem voltou de empréstimo do Oeste inspirado no caso de sucesso de Guilherme Arana, que se tornou destaque do time após passar um período cedido ao Atlético-PR e ficar inicialmente na reserva de Uendel.

As atuações de Léo Príncipe, porém, sempre foram irregulares. A avaliação interna foi de que o jogador ainda precisava amadurecer aspectos como o jogo defensivo e a concentração nos treinamentos. Atualmente, ele está emprestado ao Le Havre, da França.

Na mesma época, o Corinthians subiu da base o volante Mantuan, que também foi sendo preparado para atuar na lateral direita. Mas os problemas físicos sempre atrapalharam sua evolução e, quando ele recebeu oportunidades, também não convenceu. O atleta de 21 anos até subiu de desempenho após a Copa do Mundo, mas a atuação no dérbi para o Palmeiras, que o Corinthians perdeu por 1 a 0, voltou a ligar o sinal amarelo no clube. Aposta para 2018 na posição, ele ainda sofre para deslanchar.

Durante todo esse tempo, apenas uma vez a diretoria se movimentou com mais urgência para contratar um lateral direito. Foi no fim de 2016, quando o time se aproximou de um acerto com Cicinho, ex-Santos e Ponte Preta, que defende desde 2015 o Ludogorets. O jogador, porém, não conseguiu a liberação do time búlgaro, e o negócio não se concretizou.

Com a nova lesão de Mantuan, sobrou para Paulo Roberto a tarefa de cumprir a função na lateral direita. Só que o volante é outro que vive às voltas com o departamento médico e voltou a sentir dores musculares diante do Sport. Outro jogador que já foi improvisado recentemente no setor diante da falta de opções foi o zagueiro Léo Santos.

Com tanta instabilidade na lateral direita, Fagner, que sempre foi um líder e um dos jogadores mais regulares do elenco, tem se tornado ainda mais essencial. Na eliminação na Libertadores diante do Colo Colo, por exemplo, a saída do camisa 23 por lesão freou bruscamente o ímpeto que o Corinthians vinha demonstrando no jogo. O time parou de criar e não conseguiu o resultado que daria a vaga nas quartas de final.

A boa notícia para o técnico Jair Ventura é que Fagner já deve estar à disposição para o confronto com o Internacional, no próximo domingo (23), na Arena Corinthians. O time alvinegro ocupa a oitava colocação no Campeonato Brasileiro, com 33 pontos.

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