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Zerado no gol do Liverpool, Alisson diz que rúgbi agiliza adaptação

Reuters/Carl Recine
Imagem: Reuters/Carl Recine

Caio Carrieri

Colaboração para o UOL, em Liverpool (ING)

29/08/2018 04h00

Treinos inspirados em outra modalidade aceleram o processo de adaptação de Alisson ao Liverpool e ao futebol inglês. Com início praticamente irretocável – nenhum gol sofrido e participações cruciais em três vitórias seguidas – o goleiro passa por atividades similares às de rúgbi, outro esporte bastante popular no Reino Unido, para simular o contato físico do estilo de jogo típico da Premier League.

O preparador de goleiros John Achterberg já utilizou equipamento de rúgbi para encenar lances em que Alisson faz movimentos de contato com o adversário. O aparato se assemelha a um escudo de espuma. Único goleiro a não ser vazado em três rodadas, Alisson já vê resultados positivos dos exercícios voltados sobretudo para lances em que tem de sair da meta para defender bolas alçadas na área do Liverpool.

“Já consegui sentir durante os jogos as consequências do exercício de bloquear a minha mobilidade. É um trabalho específico para me adaptar à Premier League, já que os juízes não dão qualquer falta dentro da área, então me sinto muito bem preparado. Além do bloqueio, também treino com bonecos infláveis que atuam como adversários dentro da área nos cruzamentos”, explicou ao UOL Esporte.

No último sábado, os Reds venceram o Brighton por 1 a 0, no Anfield. O jogador da seleção brasileira levou a torcida ao delírio quando fez grande defesa nos minutos finais e assegurou os 100% de aproveitamento. Foi apenas a nona vitória do Liverpool pelo placar de vantagem mínima em 109 jogos na Premier League sob o comando de Jürgen Klopp, período em que o Liverpool alternou brilhantismo ofensivo com vulnerabilidade defensiva.

Por isso, nas duas últimas janelas de transferências, Klopp pediu, entre outros reforços, Alisson (75 milhões de euros, ex-Roma) e o zagueiro Virgil Van Dijk (85 milhões de euros, contratado do Southampton). Loris Karius, titular do gol até dois erros crassos no vice-campeonato para o Real Madrid na última Liga dos Campeões, foi emprestado ao Besiktas-TUR.

“Espero continuar ajudando a equipe, porque temos um trabalho em conjunto”, projetou Alisson. “Estou dentro de campo, tenho minha parcela, mas não sou o principal responsável por terminar o jogo sem ser vazado. Estou ali para ajudar, esse é o meu trabalho. Não sofrendo gols nós ficamos mais perto da vitória porque temos um ataque muito forte”, declarou em alusão ao tridente ofensivo formado por Mané, Salah e Firmino.

No último fim de semana, o ex-Internacional também animou os aficionados pela habilidade demonstrada com os pés. Sem muito espaço para sair jogando após um recuo de bola feito por Van Dijk, Alisson tentou um chapéu em Knockaert, que passou ao lado da bola.

“Se existe alguma situação que um drible vai ajudar a equipe, eu faço com segurança. Às vezes arriscamos demais, mas faz parte do jogo, somos uma equipe que constrói as jogadas dali de trás, com a bola no chão. É importante para a característica da equipe eu jogar assim. Lógico que existe o risco do erro, mas trabalho bastante durante a semana para conseguir repetir durante as partidas”, explicou.

Um dos remanescentes da Copa da Rússia para os amistosos do Brasil diante de Estados Unidos e El Salvador, dias 7 e 11 de setembro, respectivamente, Alisson, 25 anos, segue com o sonho de ser campeão do mundo com a seleção.

“Fico feliz de continuar tendo a confiança do Tite e dos meus companheiros. Sigo focado, infelizmente os resultados na Copa não foram os que nós esperávamos, mas tinham muitos times qualificados, com nível muito alto e condições de vencer. Nem sempre o melhor vence. Temos de evoluir, o que é um bom sinal, porque nossa equipe tem margem de melhora. Fizemos uma excelente preparação no último ciclo e agora tem de ser ainda melhor. Ser campeão do mundo segue como grande objetivo para nós”.

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