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Na volta de Neymar, Di María brilha e PSG conquista 1º título com Tuchel

Do UOL, em São Paulo

04/08/2018 11h03

Quem disse que o hexa não viria para Neymar em 2018? Na manhã deste sábado, o Paris Saint-Germain venceu o Monaco por 4 a 0 na final da Supercopa da França, disputado no estádio Baoan, na China, e conquistou seu sexto título seguido na competição – o oitavo da história do clube, igualando o recorde do Lyon. Di María (duas vezes), Nkunku e Weah marcaram os gols e garantiram a primeira conquista do técnico Thomas Tuchel à frente do clube francês.

O jogo marcou a estreia do goleiro Buffon e o retorno de Neymar ao clube. O atacante brasileiro não vestia a camisa do PSG desde fevereiro, quando lesionou o quinto metatarso e precisou passar por cirurgia. Ele entrou a 15 minutos do fim da partida no lugar de Verratti e até criou algumas jogadas, mas foi discreto.

O jogo reeditou a final da Supercopa da França de 2017, vencida pelo PSG. O torneio é habitualmente disputado entre os vencedores do Campeonato Francês e da Copa da França. No entanto, como o time de Paris venceu as duas competições, coube ao vice-campeão Monaco ganhar uma vaga no jogo que abre a temporada. A estreia do PSG no Campeonato Francês será no dia 12 de agosto, contra o Caen, no Parque dos Príncipes. Já o Monaco enfrentará o Nante, no dia 11 de agosto, fora de casa. 

Os melhores
Di María parece não ter sentido o peso da frustração argentina na Copa da Rússia e mostrou muita garra e disposição no primeiro jogo oficial da temporada. Os principais lances de perigo do PSG passaram pelos pés do argentino, que distribuiu passes e cruzamentos perigosos, participou de triangulações, deu velocidade ao time e arriscou chutes de fora. Depois de perder duas chances, o meia aproveitou uma falta sofrida por Rabiot aos 32 minutos, bateu com categoria perto do ângulo de Benaglio e marcou um golaço. O argentino ainda fez mais um nos acréscimos, aproveitando um contra-ataque puxado pelo próprio Rabiot. 

O argentino poderia ter feito até mais, não fosse a boa atuação de Benaglio. Ele chegou com perigo à área em pelo menos outras cinco oportunidades, mas acabou parando nas boas defesas do goleiro. Rony Lopes também se destacou no Monaco e criou a melhor chance da equipe, mas só conseguiu tirar tinta da trave de Buffon. Nsoki, que participou da criação das jogadas de dois gols do PSG, também merece menção honrosa. 

Os piores
Se por um lado Benaglio foi responsável por evitar um placar mais elástico do PSG, o mesmo não se pode dizer do zagueiro Raggi e do lateral direito Glik. A dupla teve muita dificuldade para tirar o espaço dos atacantes rivais no setor. Raggi perdeu todas contra Di María, e muitas vezes a defesa precisou afastar o perigo no susto. No terceiro gol, de Weah, Raggi falhou na marcação a Nsoki e não teve cobertura dos companheiros. Jemerson destoou do restante da zaga e fez cortes providenciais pelo alto e por baixo. 

Depois de quase seis meses fora, Neymar volta ao PSG
O relógio marcava 30 minutos do segundo tempo quando o técnico Thomas Tuchel lançou Neymar no lugar de Verratti, para delírio dos torcedores presentes no estádio Baoan. O último duelo do atacante brasileiro pelo clube foi em fevereiro, na vitória sobre o Olympique de Marselha, quando sofreu a lesão no quinto metatarso do pé direito e precisou ser operado. Apesar de ter entrado nos minutos finais, com o título já garantido, o jogador foi para cima da defesa e tentou criar jogadas de perigo, mas não teve sucesso. Marquinhos também foi poupado do time titular e entrou no lugar de Diarra, enquanto Thiago Silva, titular e capitão, deu lugar a Berdene.

Atual campeão domina o Monaco com facilidade
Os primeiros 30 minutos de partida prometiam um duelo equilibrado, com boas chances dos dois lados, mas o PSG rapidamente assumiu o controle. Depois do gol de Di María, a equipe continuou pressionando e criando jogadas em velocidade para desmontar a defesa rival, que trabalhava no erro do adversário e buscava o contra-ataque. O técnico Leonardo Jardim sofreu sem sua principal estrela, Radamel Falcao García, e sem João Moutinho, que deixou o clube rumo ao Wolverhampton na pré-temporada.

Aos 38, Nsoki foi lançado pela ponta esquerda e cruzou rasteiro para Nkunku completar para o gol. Mesmo com vantagem no placar, o PSG continuou com a posse e encaixotou o Monaco no campo de defesa. A equipe foi salva pelas defesas de Benaglio quando o PSG chegava à área com perigo. Após o intervalo, o time comandado por Tuchel manteve o domínio. Di María e Nkunku perderam boas chances de ampliar. Até que, aos 21, Timothy Weah deixou sua marca. Nsoki foi novamente lançado pela ponta esquerda, driblou Raggi e tocou para o filho de Weah fazer o terceiro. Nos acréscimos, Di María voltou a brilhar no fim e fechou a goleada. 

Buffon trabalha pouco na estreia 
Após quase duas décadas na Juventus, Gianluigi Buffon finalmente fez sua estreia oficial pelo Paris Saint-Germian. Aos 40 anos, o goleiro foi beneficiado pela atuação segura da zaga comandada por Thiago Silva e pela falta de pontaria do adversário, e não teve muito trabalho. Porém, correspondeu à altura nas poucas vezes em que foi exigido. A melhor defesa veio logo no início do segundo tempo, quando Jovetic chutou firme da entrada da área e o italiano precisou se esticar para afastar o perigo. 

Mbappé vê o jogo do sofá, mas ganha "apoio" de torcedores na China
Tuchel precisou lidar com alguns desfalques importantes na sua estreia oficial pelo clube francês. Kylian Mbappé, ainda de férias pela conquista da Copa, e Edinson Cavani, lesionado desde o Mundial, foram ausências. O craque francês chegou a publicar algumas fotos assistindo à partida e apoiando os companheiros. Mesmo longe, Mbappé gabiy "apoio" dos chineses, que levaram cartazes em homenagem ao craque. Tuchel também não pode contar com o lateral Daniel Alves, está afastado pela cirurgia no joelho. Já Neymar e Marquinhos começaram no banco, levando o treinador a apostar nos jovens. Deu certo. 

Camisas personalizadas na China
Os torcedores devem ter achado estranho, mas o PSG entrou em campo com os nomes escritos em chinês nas camisas dos atletas. O Monaco, por sua vez, optou pela grafia "comum". A China continuará sendo palco da Supercopa da França em 2019. A última vez que a partida que abre a temporada ocorreu na França foi em 2008. No ano passado, PSG e Monaco decidiram a taça no Marrocos. A China foi escolhida porque, em 2017, a liga francesa abriu um escritório no país. 

FICHA TÉCNICA
PSG 4 X 0 MONACO

Data/Horário: 4 de agosto de 2018, às 9h (de Brasília)
Local: Estádio Baoan, em Shenzhen, na China
Público: 41.237 torcedores
Cartões amarelos: Aholou (Monaco)
Gols: Di María, aos 34 do primeiro tempo e 46 do segundo tempo; Nkunku, aos 38 do primeiro tempo; Weah, aos 21 do segundo tempo

Paris Saint-Germain: Buffon; Dagba, N'Soki, Thiago Silva (Berdene) e Rimane; Verratti (Neymar), Rabiot e Diarra (Marquinhos); Nkunku, Weah e Di Maria.
Técnico: Thomas Tuchel

Monaco: Benaglio; Jemerson, Glik, Serrano e Raggi; Aholou, Tielemans, Pelé (Diop) e Grandsir Keita Baldé;Jovetic e Lopes (Mboula)
Técnico: Leonardo Jardim

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