PUBLICIDADE
Topo

Futebol

Avaí tem um Guga para chamar realmente de seu, e não é o ex-tenista

Guga do Avaí: cabeleira e apelido do torcedor símbolo do clube - Divulgação/Avaí F.C.
Guga do Avaí: cabeleira e apelido do torcedor símbolo do clube Imagem: Divulgação/Avaí F.C.

José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo (SP)

26/05/2018 04h00

Antes mesmo de o Avaí figurar constantemente na primeira divisão do Campeonato Brasileiro, o clube catarinense ganhou espaço nacionalmente no fim da década de 1990 com a divulgação espontânea de um dos grandes ídolos do esporte no país: o tenista Gustavo Kuerten. Presença constante nos camarotes do Estádio da Ressacada nos momentos de folga ainda durante a carreira, Guga agora tem um xará para torcer: o lateral Guga, titular absoluto na disputa da Série B.

Nascido no Rio de Janeiro sob o batismo de Claudio Rodrigues Gomes no ano de 1998, quando Guga vivia o auge da carreira e já era campeão de Roland Garros, o hoje lateral do Avaí ganhou o apelido muito de pisar em Florianópolis, como contou em entrevista exclusiva concedida à reportagem do UOL Esporte.

“Tenho este apelido desde os cinco anos de idade, quando tinha começado no futebol. Meu primeiro treinador não conseguia falar o meu nome por algum motivo e colocaram o apelido de Guga, já que tinha o cabelo bem enrolado e grande, como o do Guga. Ficou e tenho até hoje”, relembrou o lateral, que atuou nos sete duelos do Avaí pela Série B.

Guga Avaí camisa - Divulgação/Avaí F.C. - Divulgação/Avaí F.C.
Guga é titular do Avaí. Apelido veio antes da ida para o clube
Imagem: Divulgação/Avaí F.C.

O jogador chegou ao Avaí com nome do torcedor-símbolo e a “cabeleira” no ano de 2013, ainda adolescente. Não havia clube melhor para o apelido se fixar. “Acharam que tinha o apelido por estar no Avaí, que ganhei aqui, mas foi pura coincidência. Ficou todo muito surpreso pela grande coincidência, mas é algo que já tenho desde criança e estou acostumado”, acrescentou.

Guga, o tenista, se tornou lenda do esporte brasileiro na infância do lateral do Avaí, que se recorda apenas de flashes das conquistas do grande representante da modalidade no esporte brasileiro. As vitórias do ex-número 1 do mundo eram costumeiramente vistas na residência em que residia com os pais na Barra da Tijuca. Porém, nem o apelido o convenceu a acompanhar fielmente o esporte.

“Para ser sincero, nunca fui apaixonado por tênis. Obvio que vi alguns jogos do Guga e algumas reportagens de quando ele ganhava algum campeonato, mas era pequeno e não tinha muita noção. Nunca acompanhei muito tênis”, confessou o jogador do Avaí, que, no entanto, já tentou “brincar de Guga”.

“Já tentei, já tentei, mas, olha, não tenho muita habilidade não [risos]. Melhor ficar aqui no futebol mesmo”, brincou.

Agora o Guga do profissional do Avaí, o lateral sonha em conhecer o tenista, mas com uma condição. Presentear o torcedor famoso com o retorno do clube catarinense à elite do futebol nacional. Mais do que um lugar no G-4, ele e o grupo objetivam lá na frente brigar pela taça da segunda divisão brasileira.

“Quero conhece-lo, obviamente, mas o mais importante é fazer história aqui no Avaí. Temos que brigar por coisas grandes. O principal é o acesso, mas também sonhamos em brigar pelo título. Vamos lutar por isso”, finalizou Claudio, o Guga do futebol avaiano.

O início é animador. Depois da vitória por 3 a 1 sobre o Paysandu na noite de sexta-feira, o clube catarinense chegou aos 14 pontos em sete partidas e subiu para a terceira posição na tabela de classificação da Série B do Brasileiro.

Futebol