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São Paulo está entre os cinco melhores do Brasileirão, diz Hudson

José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

24/05/2018 04h00

O São Paulo já enfrentou crise nesta temporada e trocou de treinador. Para os mais desconfiados, a equipe iria apenas brigar para permanecer na elite no Campeonato Brasileiro. Porém, com a chegada de Diego Aguirre no lugar de Dorival Júnior e uma sequência de nove partidas invicto, o Tricolor passou a ser encarado de outra maneira. Para o volante Hudson, por exemplo, o time está entre os cinco melhores do Nacional.

"Acredito que o São Paulo está entre as cinco melhores equipes do Brasileirão. O elenco eu não tenho dúvida de que é um dos melhores. Não existe 'tranquilamente' no futebol, mas temos equipe, sim, para brigar por Libertadores. Mas não podemos criar uma expectativa, temos de ser pés no chão", afirmou Hudson em entrevista ao UOL Esporte.

Com a experiência de quem conquistou a Copa do Brasil no ano passado pelo Cruzeiro, o volante sonha com voos mais altos pelo São Paulo nesta temporada. Até o momento, o Tricolor é o único invicto na competição, sendo o sétimo colocado na tabela de classificação com dez pontos somados em seis rodadas.

"Vamos fazer de tudo para chegar o mais longe possível, sabemos muito das dificuldades que temos e das outras equipes, que jogam há muito mais tempo juntas. Mas o São Paulo é muito grande, tem uma torcida tremenda e no Morumbi somos muito fortes. E a gente espera usar alguns fatores importantes que nos ajudem para termos uma sequência boa de vitórias e fazermos frente para equipes que são consideradas, pela imprensa, à frente da nossa, em questão de jogadores e de conjunto. Para que a gente possa superar essa defasagem, bater de frente e concorrer na corrida pelo título", afirmou.

Confira abaixo os principais trechos da entrevista com Hudson:

Turbulência no começo do ano

O começo de ano foi com muitas mudanças, saíram jogadores importantes, com entrada de outros novos, que demoraram a se adaptar. A própria questão do Diego Souza, que agora está super bem, mas teve até para sair da equipe. Eu estava sofrendo com lesão. Temos alguns exemplos em que as coisas demoraram para se encaixar para funcionar dentro de campo. Então, que bom que essa fase passou. Agora temos um campeonato difícil, que é o Brasileiro em que é necessário ter regularidade. Isso que temos de buscar, oscilar muito menos do que oscilamos no começo do ano para conquistarmos resultados bons consecutivos.

Motivos para início do ano ruim do São Paulo

Acho que adaptação dos jogadores que chegaram, para se enquadrar na metodologia do Dorival. E quando o resultado não vem as coisas ficam mais difíceis. É muito mais fácil arrumar uma equipe quando ganha de 1 a 0 jogando mal, do que arrumá-la quando perde de 1 a 0. Acho que tivemos resultados ruins que enfraqueceram o nosso lado emocional pela pressão que já vive o São Paulo por resultados positivos, que não conseguimos retomar com o Dorival, infelizmente.

Aguirre

Com certeza, ele arrumou muito bem o sistema defensivo e fez com que as derrotas diminuíssem muito. Então, quando você perde menos dá confiança a mais para os jogadores. E com mais confiança, as vitórias tendem a vir com mais frequência.

Elenco com Aguirre

O elenco abraçou [a filosofia do Aguirre] no sentido de acreditar mesmo e querer fazer que as coisas que ele pensa e propõem para a gente funcionem da melhor maneira possível.

Características

Desarme e roubada de bola sempre foram as minhas principais características. Fui contratado pelo São Paulo fazendo um Campeonato Paulista pelo Botafogo de Ribeirão Preto sendo líder em desarmes [em 2014]. E foi assim na Libertadores quando disputei aqui pelo São Paulo e essa é uma característica minha. Fico feliz porque tive uma sequência de dois jogos agora e, mesmo assim, consegui bons números. Sei que posso melhorar muito ainda. Não só em desarmes, mas também em chutes a gol e construção de jogadas. Acho que eu não posso me resumir às roubadas de bola, eu tenho de ser um volante com mais características.

Concorrência

São jogadores experientes, de excelente qualidade. Por isso que às vezes joga um, depois outro. Ele [Aguirre] tem total liberdade de colocar qualquer um porque sabe que vai render. Eu sou um jogador que sei marcar, mas gosto de chegar à frente. Depende da partida, do que o Aguirre pensa para o jogo para ele utilizar um ou outro. Sim, com certeza, a concorrência interna só faz crescer o rendimento meu, do Jucilei e do Petros. Porque sabemos que se não estiver bem vai aparecer outro e a gente não quer perder a nossa posição.

Ganhou vaga de Petros?

Isso não sei responder. Procuro fazer o meu trabalho e agarrar a oportunidade que o Aguirre me dá da melhor maneira possível, sabendo que ainda posso melhorar muito.

Sequência

Isso é importante para que o ritmo melhore e o rendimento também. Isso é muito comum, quando um jogador tem uma sequência maior, o rendimento tende a melhorar.

Nota da redação: Hudson deve completar a sequência de três partidas como titular do São Paulo neste domingo, contra o América-MG.

Voltar para Minas Gerais

Tenho um carinho enorme pelo que vivi lá. Só tenho lembranças boas do que passei lá. Mas hoje quero ter mais lembranças aqui no São Paulo. Vamos para um jogo difícil, mas esperamos conquistar um resultado positivo.

Nota da redação: O São Paulo enfrenta o América-MG em Belo Horizonte, cidade em que Hudson defendeu o Cruzeiro em 2017.

Passagem pelo Cruzeiro

Avalio de forma extremamente positiva, porque tive sequência, consegui jogar. E é claro que um título premia uma grande temporada, a gente acredita que seja um bônus de um bom ano. Foi muito bom para mim, fiquei mais experiente e me mostrou que estou no caminho certo na carreira. É trabalhar mais para que aconteçam títulos como esse aqui no São Paulo.

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