PUBLICIDADE
Topo

Futebol

Carille diz ter exagerado em comentário sobre imprensa e pede desculpas

Fábio Carille decidiu pedir desculpas aos jornalistas - Marcello Zambrana/AGIF
Fábio Carille decidiu pedir desculpas aos jornalistas Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

Do UOL, em São Paulo

22/05/2018 11h51

Após ter uma declaração repudiada pela Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo (Aceesp), o técnico Fábio Carille decidiu se pronunciar e pediu desculpas aos jornalistas. O comandante do Corinthians disse que exagerou ao falar que "a maioria dos jornalistas mente".

"Li, sim, mentiras a meu respeito. Uma parte da imprensa errou, sim, nesta última semana. Não foi a maioria, porém. Então, exagerei ao generalizar em meu comentário. Por isso, peço desculpas", disse Carille em uma nota de esclarecimento.

"Sempre respeitei o trabalho da imprensa e fiz questão de tratar os jornalistas da melhor forma possível. Como já me manifestei com relação aos meus incômodos neste caso, e os jornalistas, por meio de sua associação, fizeram o mesmo, encaro essa questão como encerrada", acrescentou.

A Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo (Aceesp) emitiu nota de repúdio às declarações feitas por Fábio Carille no domingo (20), após o empate com o Sport, nas quais o treinador do Corinthians fez críticas aos jornalistas que noticiaram o interesse do Al-Hilal, da Arábia Saudita, em sua contratação.

Leia a nota na íntegra:

"No último domingo, concedi entrevista coletiva após o empate com o Sport, em Recife, e expus alguns pontos que haviam me incomodado com relação à postura da imprensa ao noticiar uma possível proposta do Al-Hilal, da Arábia Saudita, pelo meu trabalho.

Na coletiva, eu disse que 'grande parte da imprensa mente'. Li, sim, mentiras a meu respeito. Uma parte da imprensa errou, sim, nesta última semana. Não foi a maioria, porém. Então, exagerei ao generalizar em meu comentário. Por isso, peço desculpas.

Recebi a nota de repúdio emitida pela Aceesp e respeito as colocações da entidade. Sempre respeitei o trabalho da imprensa e fiz questão de tratar os jornalistas da melhor forma possível. Como já me manifestei com relação aos meus incômodos neste caso, e os jornalistas, por meio de sua associação, fizeram o mesmo, encaro essa questão como encerrada".

Entenda a história

Horas depois de veículos de imprensa da Arábia Saudita recolocarem o português Jorge Jesus como favorito a assumir o Al-Hilal, o treinador corintiano Fábio Carille concedeu entrevista coletiva neste domingo (20), em Recife, e minimizou as possibilidades de saída do clube.

"Grande parte da imprensa, não todos, mente demais. Então, vou deixar bem claro. O que eu escutei do meu empresário: existe a possibilidade da chegada de uma proposta. Não chegou nada de oficial. Não sei se vai chegar", acrescentou.

Recheada com críticas à imprensa, a manifestação de Carille contradisse declarações do próprio pai, Joaquim.

Na última quarta, ele afirmou ter recebido contato do filho, que estava com o Corinthians na Venezuela, para falar sobre a possibilidade de se mudar ao Al-Hilal. "Ele me falou que era uma boa proposta. Ele não me falou valores, mas que era uma boa proposta que poderia ser tratada como irrecusável", explicou Joaquim Carille ao UOL Esporte na quinta-feira passada.

Além do pai, Fábio também levou o tema à direção do Corinthians para que estivesse ciente. O presidente Andrés Sanchez avisou que não poderia cobrir a proposta, que mais que triplica os rendimentos de Carille no clube. Ele hoje ganha algo em torno de R$ 300 mil, mas na Arábia os valores são de R$ 1,05 milhão por mês, livre de impostos.

Ex-jogador do Corinthians, o volante e hoje empresário Magrão é quem atua como intermediário na negociação que ganhou força no começo da última semana. Ao lado do sócio argentino Juan Ignacio Piedra, que vive na Ásia e se notabilizou por levar jogadores sul-americanos ao Oriente Médio, como Everton Ribeiro, Thiago Neves, Valdívia e Denílson, Magrão idealizou o negócio que foi tornado público pelo próprio Al-Hilal na última terça.

Fabio Carille no banco de reservas do Corinthians antes do jogo entre Sport e Corinthians pelo Campeonato Brasileiro 2018 - Paulo Paiva/Agif - Paulo Paiva/Agif
Imagem: Paulo Paiva/Agif

Enquanto o empresário Paulo Pitombeira, representante de Carille, aguarda pelo envio de um acordo oficial, advogados especializados em transferências internacionais foram mobilizados para dar suporte nas tratativas. André Ribeiro e Breno Tannuri assessoram o treinador do Corinthians nas conversas com o Al-Hilal, que apresentou, via intermediários, os valores e condições de trabalho que fizeram Fábio se inclinar para, caso isso se tornasse oficial, responder 'sim', como admitiu a seu pai na terça.

Como mostrou o UOL Esporte no último sábado, Carille também fez ligações para pessoas que conhece do futebol e já trabalharam anteriormente na Arábia Saudita. À espera de algo oficial, também traçou planos para que o preparador físico Walmir Cruz e o auxiliar Leandro da Silva fossem consigo à Ásia - os nomes de Mauro da Silva, observador, e Mauri Lima, preparador de goleiros, também foram mencionados nessas conversas.

Antes de tornar público o nome de Carille, o Al-Hilal chegou a fazer uma oferta para o português Jorge Jesus, que inicialmente disse 'não'. Os eventos da última semana no Sporting, com invasões de torcedores à sede do clube e agressões a atletas, porém, desencadearam uma crise interna na equipe de Lisboa que recolocaram seu nome na pauta dos árabes.

Futebol