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Robinho rebate rival do caso "jogou onde": por que não vou pedalar aos 30?

Bruno Cantini/Atlético-MG
Imagem: Bruno Cantini/Atlético-MG

Do UOL, em São Paulo

29/10/2017 11h56

O atacante Robinho concedeu uma entrevista ao programa "Esporte Espetacular", exibida neste domingo na TV Globo, na qual ironizou a postura do volante Moisés no jogo entre Atlético-MG e Chapecoense, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na ocasião, o atacante atleticano soltou a polêmica pergunta "jogou onde" depois de ser questionado pelo rival por ter dado uma pedalada e encarado o zagueiro Douglas Groll.

“Eu faço isso direto. Foi falta de respeito dele comigo, falando ‘tu não pode pedalar, tá pedalando’. Tá de sacanagem... Como não posso pedalar? Se pedalei com 18, não vou pedalar com 30? No calor do jogo acabei falando, mas não foi nada para menosprezar... Se ele se sentiu ofendido, peço desculpas, mas não foi minha intenção”, disse o irreverente atacante, que está com 32 anos.

Em entrevista ao "Lance!" nesta semana, Moisés disse que não guarda mágoas do atacante do Atlético-MG. A situação começou quando o jogador do Galo, aos 30 minutos do segundo tempo de jogo contra a Chapecoense, deu a tradicional pedalada e encarou o zagueiro Douglas Grolli. Moisés não gostou do lance e foi cobrar Robinho, que retrucou com o "jogou onde?". A frase de Robinho acabou flagrada pela TV e virou uma das grandes polêmicas dos últimos dias.

"Eu falei com ele para respeitar a Chapecoense, porque quando estava 2 a 1 para nós ele tava (sic) jogando sério, e quando o Atlético empatou ele quis fazer graça. Falei que não tinha necessidade daquilo. Aí ele veio e perguntou onde eu tinha jogado, porém não respondi mais nada para ele. Minutos depois fizemos 3 a 2. Não nos falamos depois do jogo, não teve mais conversa. Acabou a partida, cada um foi para o seu lado, vida que segue. Nem guardei mágoa, foi coisa de jogo. Não guardei mágoa com o Robinho. Está perdoado", disse.

Veja outros trechos da entrevista de Robinho:

Tempo na reserva
“Ah (os filhos) ficam (chateados). Ficam chateado, né, porque o filho quer ver o pai jogando e tal. Aí ele dizia: “Pai, você não tá jogando”. Eu respondia: “Calma, tem que ter paciência, vou continuar treinando, trabalhando, que uma hora o papai vai voltar a jogar”. E isso é normal. E agora aconteceu”

Confiança de Oswaldo
“Com certeza foi a confiança do treinador. Ele me colocou na posição que eu mais gosto de jogar. Já tinha trabalhado com o Oswaldo no Santos. Então eu já conhecia a maneira dele trabalhar. Sempre tive um ótimo relacionamento com ele. E ele fez aquilo que eu gosto, me deu a camisa para jogar e disse: o resto é contigo.

Tempo de carreira?
"Eu vou jogar mais tempo que o Zé Roberto. Meu corpinho vai ficar melhor do que o do Zé Roberto (disse, brincando). Ainda não sei (quanto ainda vai jogar), hoje me sinto bem e feliz. Enquanto tiver força, e estiver jogando no mesmo nível que os outros jogadores, eu vou continuar jogando. O que não pode é eu ficar me arrastando, já que essa molecada está em uma correria danada. Mas enquanto eu estiver aguentando, eu vou jogar".

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