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Estado Islâmico volta a ameaçar Copa do Mundo; agora, usa técnico da França

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Imagem: reprodução

Do UOL, em São Paulo

27/10/2017 19h32

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É a terceira vez nesta semana que grupos aliados ao Estado Islâmico (EI) divulgam cartazes em tom de ameaça à Copa de 2018. Depois de usarem a imagem de Messi e o estádio Luzhniki, de Moscou, os terroristas escolheram o rosto do francês Didier Deschamps.

“Nós vamos continuar aterrorizando vocês e arruinando suas vidas”, diz o cartaz exposto pelo Intelligence Group, especializado no monitoramento de mensagens ligadas a grupos jihadistas na internet. O técnico da França aparece algemado e com uma arma apontada para suas costas.

Os autores da ameaça trataram Deschamps como “inimigo de Alá”. Desta vez, no entanto, não se sabe se o Wada Media Foundation estaria por trás da ameaça. O grupo de terrorismo midiático foi o responsável pelas duas imagens anteriores.

Messi - reprodução/Intelligence Group - reprodução/Intelligence Group
Imagem: reprodução/Intelligence Group

Na primeira delas, Lionel Messi aparece atrás de grades, vestido como prisioneiro e com sangramento em um dos olhos, como se tivesse sido vítima de tortura. O texto avisa: “vocês estão enfrentando um estado que não tem a palavra ‘fracasso’ em seu dicionário”.

Nesta quinta-feira (26), o embaixador da Rússia em Buenos Aires, Viktor Koronelli, visitou o prédio da Associação do Futebol Argentino (AFA), onde conversou com o técnico Jorge Sampaoli e com o presidente Claudio Tapia.

É difícil saber a pauta da reunião, mas os principais jornais da Argentina e da Espanha, como o diário As, indicam que a ameaça pode ter sido discutida. É importante destacar que a Argentina se prepara para disputar dois amistosos na Rússia: o primeiro deles acontece no dia 11 de novembro, contra a seleção da casa, no estádio Luzhniki, em Moscou; o segundo será contra a Nigéria no dia 14.

Apesar do valor simbólico que a Copa do Mundo tem no ocidente, há outro motivo para que as ameaças sejam especificamente direcionadas ao Mundial de 2018. A Rússia é aliada do governo da Síria no combate ao EI. Outros países também seguem intervindo contra o grupo extremista, como Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, França e Holanda, mas em uma coalizão diferente.

Ameaça - reprodução/Intelligence Group - reprodução/Intelligence Group
Imagem: reprodução/Intelligence Group

Poucos dias antes, na sexta-feira (20), o Wafa Media Foundation já havia criado um cartaz no qual um homem segura um fuzil e observa, de longe, o estádio Luzhniki, de Moscou, que será um dos palcos da Copa e a casa da Argentina no amistoso de 11 de novembro.

Um pouco à direita do homem, está um conjunto de explosivos. “Inimigos de Alá na Rússia, eu juro que o fogo dos mujahidin [combatentes dispostos a sacrificar a própria vida em nome da religião e da promessa de recompensa no paraíso] vai queimá-los. Só esperem”, diz o cartaz.

No início de outubro, o mesmo grupo de propaganda terrorista Wafa publicou um artigo incitando mais ataques de “lobos solitários” no Ocidente, como o tiroteio em massa em Las Vegas, que deixou mais de 500 feridos e 60 mortos, incluindo o atirador.

Mais cedo neste ano, em julho, o Intelligence Group denunciou que o Estado Islâmico estaria planejando ataques terroristas no torneio de tênis de Wimbledon. A ideia seria copiar a estrutura do atentado de 22 de maio, em Manchester, na saída do show da cantora Ariana Grande.

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