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Santos adota "lei do silêncio" e veta entrevistas de atletas até o clássico

Jogadores não concederão mais entrevistas antes do duelo contra o São Paulo - Ivan Storti/Santos FC
Jogadores não concederão mais entrevistas antes do duelo contra o São Paulo Imagem: Ivan Storti/Santos FC

Samir Carvalho

Do UOL, em Santos (SP)

26/10/2017 16h02

O Santos adotou uma mini “greve de silêncio”. Os atletas não concederão entrevistas coletivas antes do clássico contra o São Paulo neste sábado, às 17h (de Brasília), no estádio do Pacaembu, válido pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Segundo assessoria de imprensa do Santos, a decisão partiu do departamento de futebol. A justificativa é que os jogadores fiquem focados 100% no clássico.

O volante Renato, que sempre se relacionou bem com os jornalistas, concedeu entrevista coletiva na última quarta-feira. Porém, a coletiva do experiente volante será a única da semana.

A possível “greve de silêncio” já pode ser vista na vitória contra o Atlético-GO por 1 a 0 no último domingo, na Vila Belmiro. Na saída do gramado após o fim da partida, os jogadores se recusaram a atender aos jornalistas. Levir Culpi alegou que os atletas estavam pressionados pela torcida, com xingamentos.

Apesar de figurar na terceira colocação do Campeonato Brasileiro, com 53 pontos, o Santos vive um momento de “turbulência”. Na semana passada, após empate contra o Sport em Recife, os muros da Vila Belmiro amanheceram pichados com ameaças a Lucas Lima, Zeca e, principalmente, ao presidente Modesto Roma.

A situação piorou no mesmo dia. Isso porque Modesto Roma havia demitido Levir Culpi, mas voltou atrás após pedido dos jogadores.

Se não bastasse, Levir Culpi concedeu dois dias de folga ao elenco nesta semana e desagradou parte da diretoria santista.

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