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Boas atuações deixam Sidão satisfeito por honrar indicação de Ceni

Sidão soma dez partidas consecutivas como titular do São Paulo - MAURO HORITA/ESTADÃO CONTEÚDO
Sidão soma dez partidas consecutivas como titular do São Paulo Imagem: MAURO HORITA/ESTADÃO CONTEÚDO

Bruno Grossi

Do UOL, em São Paulo (SP)

24/10/2017 12h54

Sidão vive a maior sequência como titular do São Paulo. São dez partidas consecutivas no Campeonato Brasileiro, justamente no momento em que o Tricolor começa a arrancar contra a zona de rebaixamento. Em duas ocasiões, o goleiro saiu de campo sem ser vazado - contra Sport e Flamengo -, algo que só havia acontecido quatro vezes no restante do torneio. E o papel do arqueiro nesses dois embates foi essencial com defesas difíceis, além de manter uma marca significativa: nunca perdeu como mandante na meta são-paulina. Assim, em alta, ele se sente aliviado e grato pelo antigo comandante, Rogério Ceni.

"Rogério é importantíssimo. Foi o cara que me abriu as portas, maior ídolo do clube, da minha posição e quem me indicou. Tenho o máximo respeito e carinho pela oportunidade de estar aqui fazendo boas atuações. Isso me deixa satisfeito de que ele fez uma boa escolha. O privilégio que eu tenho de ainda falar com o Rogério é muito bom. Ele me manda mensagens antes e depois das partidas para elogiar, dar força", destacou o camisa 12, que chegará a 11 jogos seguidos no sábado, às 17h, no clássico contra o Santos, no Pacaembu.

Uma das razões para Ceni ter indicado Sidão à diretoria para ser um dos goleiros nesta temporada é a capacidade de iniciar as jogadas com os pés. Quando reassumiu a condição de titular, no empate em 1 a 1 com o Avaí, o goleiro seguiu com seu estilo de evitar chutões, mas alguns erros causaram críticas da torcida. Com a sequência de jogos, no entanto, os equívocos foram diminuindo, até Sidão iniciar com um tiro de meta a jogada do segundo gol sobre o Flamengo, na 30ª rodada do Brasileirão.

 
Ganhar o clássico como herói ou sem levar sustos?
 
Se puder vencer sem susto, é bom para todo tricolor. Mas em um clássico é bem difícil não ser exigido. Tenho que me preparar para ajudar. Mas se puder ser sem susto, é melhor. O clássico do primeiro turno foi bem conturbado, tínhamos acabado de perder nosso comandante (Ceni), o clima pesado pela falta de vitórias. O time está evoluindo agora, mesmo sem grandes jogos em sequência, mas tem evolução tática e individual. O momento é diferente.
 
Defesa em evolução com Arboleda e Rodrigo Caio
 
É muito importante. A gente conversa bastante fora de campo, se cobra. O ataque funciona em quase todos os jogos, então se a gente fizer nossa parte é bem provável que o time vença. São grandes jogadores, jogadores de seleção, e isso me dá bastante tranquilidade para fazer meu trabalho.
 
Trabalho de motivação dos líderes do elenco
 
Há uma chateação pessoal quando você não está jogando. Você percebe um ou outro chateado, então encostamos nesses caras para dar moral, mostrar que é importante para o grupo, não baixar a guarda e aumentar a intensidade. Porque quando eles entrassem seriam cobrados e exigidos. A liderança agiu para levantar esses que estavam caídos para corrermos juntos na mesma jornada. 

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