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Preto Casagrande se inspira no primo Caio Júnior para dar certo no Bahia

Preto Casagrande, agora técnico do Bahia - Tiago Caldas/Fotoarena/Estadão Conteúdo
Preto Casagrande, agora técnico do Bahia Imagem: Tiago Caldas/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Do UOL, em Recife

31/08/2017 16h41

Preto Casagrande foi oficializado na quarta-feira (30) como técnico do Bahia, após período de teste que durou cinco partidas como treinador interino. Em sua primeira entrevista coletiva confirmado no cargo, ele revelou a influência do também técnico e primo Caio Júnior, vítima do acidente aéreo que marcou a Chapecoense.

“Comentei na semana passada que uma referência de vida para mim era o Caio Júnior. Meu primo, que eu tinha muita admiração, que eu aprendia muito nas conversas quando ele frequentava minha casa, dos treinamentos. É um cara que eu guardo com muito carinho, de tudo aquilo que ele me passou. É um dos caras que eu gosto de referenciar, porque é um anjo que a família tem. Sempre foi um cara exemplo”, afirmou Preto nesta quinta (31).

Nas cinco partidas em que comandou o Bahia como interino, Preto teve duas vitórias, um empate e duas derrotas, 46% de aproveitamento. O time deixou a zona de rebaixamento, respirou um pouco na tabela, mas continua no grupo que briga contra o descenso. Na condição de interino, ele conviveu com a incerteza da permanência no cargo, mas sempre cobiçou o desafio.  

“Minha vontade estava desde o dia que o Diego me ligou quando eu ainda era auxiliar e fui informado que o Jorginho não viajaria. Minha vontade desde aquele momento sempre foi a mesma. Eu encarei esse desafio desde lá, como interino, da mesma forma e com a mesma disposição que eu estou agora,Se eu disser que não fico feliz vou ser hipócrita, se disser que isso não muda meu comportamento também. Mas não quero só que eles gostem de mim, quero que eles me admirem como treinador e me respeitem”, disse Casagrande, que tem boa relação com o elenco e destacou a importância do bom ambiente para obtenção de resultados.

“O respeito é fundamental, não só comigo, mas entre eles também. A maneira como eles se manifestaram me deixa feliz. Como eu falei para eles, eu sou o mesmo cara, mas agora tenho que tomar decisões com as minhas convicções. O mais importante é que o ambiente fique bom. O ambiente bom não é garantia de resultado, mas é um facilitador.”

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