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Ataque do Santos perde até para "rebaixados" e pressiona Levir a mexer

Ataque do Santos está pressionado pela falta de gols e Levir pode promover mudanças - Flávio Hopp/Estadão Conteúdo
Ataque do Santos está pressionado pela falta de gols e Levir pode promover mudanças Imagem: Flávio Hopp/Estadão Conteúdo

Samir Carvalho

Do UOL, em Santos (SP)

31/08/2017 04h00

O Santos possui a segunda melhor defesa do Campeonato Brasileiro, com apenas 14 gols sofridos, atrás apenas do líder Corinthians, que levou 11 gols. No entanto, o ataque tem tirado o sono do técnico Levir Culpi. Quando o assunto é o desempenho do ataque, o Alvinegro tem desempenho parecido com aqueles que brigam contra o rebaixamento. 

A equipe santista marcou apenas 23 gols e, ao lado de Vitória e Vasco, possui o quarto pior ataque da competição. Hoje, o ataque do Santos supera somente três times que lutam contra o rebaixamento: Coritiba, Atlético-GO e Avaí. 

A crise de gols pressiona o técnico Levir Culpi a mexer no ataque. O treinador definiu o trio titular com Ricardo Oliveira, Copete e Bruno Henrique, mas pode fazer alterações para os próximos jogos – contra Corinthians, dia 10, pela 23ª rodada do Brasileiro, e Barcelona, do Equador, no dia 13, em Guayaquil, válido pelo jogo de ida das quartas de final da Copa Libertadores.

Já existe uma pressão interna para que o atacante Nilmar inicie os jogos como titular na vaga de Ricardo Oliveira. O ex-atacante de Corinthians e Internacional tem se destacado nos treinamentos, chegando a fazer gols até de bicicleta, e pode ser uma novidade no ataque santista.

Há também quem acredite que Levir Culpi precisa olhar para o time B em busca de atacantes. Diego Cardoso, goleador do time de Kleiton Lima, já foi sugerido por integrantes da comissão técnica e diretoria.

"Prata da casa”, o atacante foi promovido ao elenco profissional em 2014, mas não teve sequência de jogos e foi emprestado para diversos clubes, entre eles Bragantino e Vila Nova-GO. Em seu retorno, Diego Cardoso foi deslocado para o time B e nunca teve oportunidades com Dorival Júnior, antecessor de Levir Culpi, e muitos menos com o atual comandante santista.

Diego Cardoso seria uma opção, pois muitos profissionais do clube acreditam que a solução não esteja no elenco principal. Kayke, Thiago Ribeiro, Lucas Crispim e Vladimir Hernández não transmitem confiança e, inclusive, não devem permanecer no clube em 2018.

Confira a média de gols do ataque titular do Santos:

Ricardo Oliveira
2017: 24 jogos, 5 gols - média de 0,20
Brasileiro: 9 jogos, 1 gol - média de 0,11

Bruno Henrique
2017: 40 jogos, 14 gols - média de 0,35
Brasileiro: 17 jogos, 5 gols - média de 0,29

Copete
2017: 40 jogos, 10 gols - média de 0,25
Brasileiro: 17 jogos, 5 gols - média de 0,29

Confira os melhores ataques do Brasileiro:

2º Grêmio - 35 gols
1º Corinthians - 33 gols
4º Palmeiras - 33 gols
5º Flamengo - 31 gols
9º Fluminense - 31 gols
10º Sport - 30 gols
14º Bahia - 29 gols
19º São Paulo - 28 gols
17º Chapecoense - 26 gols
6º Cruzeiro - 26 gols
8º Atlético-PR - 25 gols
7º Botafogo - 25 gols
11º Atlético-MG - 24 gols
13º Ponte Preta - 23 gols
3º Santos - 23 gols
12º Vasco - 23 gols
16º Vitória - 23 gols
15º Coritiba - 21 gols
20º Atlético-GO - 18 gols
18º Avaí - 13 gols

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