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Choro nunca mais: corintiano fecha série de dez jogos e convence Carille

Pedro Henrique atuou em jogos recentes por ausências de titulares corintianos - Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians
Pedro Henrique atuou em jogos recentes por ausências de titulares corintianos Imagem: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

30/08/2017 04h00

Nem tudo nos últimos jogos do Corinthians é razão para preocupação. No meio de seu único período de oscliação no Campeonato Brasileiro, o clube também tira fatos positivos, como é o caso do recente desempenho do zagueiro Pedro Henrique, 22 anos. 

Entre 15 de julho (empate com o Atlético-PR) e 22 de agosto (derrota para o Atlético-GO), com o Corinthians desfalcado de sua zaga titular, Pedro Henrique atuou em dez partidas praticamente completas. Foram nove encontros com 90 minutos, além de outros 77 minutos no duelo com o Avaí. E o defensor passou no teste. 

Nesses dez jogos de Pedro Henrique [oito com Balbuena, um com Léo Santos e outro com Pablo], o desempenho da defesa do Corinthians seguiu praticamente igual ao do restante da temporada. Os cinco gols sofridos no período com Pedro titular mantêm a média de 2017, com aproximadamente 0,5 gol sofrido por partida. A sorte ainda sorriu para o zagueiro das divisões de base, que marcou na partida contra o Sport seu segundo gol no ano. 

Apesar de um ou outro momento de insegurança - o principal foi uma desatenção com impedimento em gol de Réver, do Flamengo -, a análise feita por Fábio Carille e sua comissão técnica é de que Pedro Henrique sai fortalecido deste período de dez jogos. O zagueiro é visto em evolução depois de um 2016 que, apesar de difícil para praticamente todos os defensores do elenco, foi particularmente ruim para Pedro. 

Início nos profissionais foi marcado por falhas individuais

Lançado por Cristóvão Borges como titular em sua estreia pelo Corinthians, o zagueiro estreou com falha crucial em visita ao Atlético-MG. O lance mexeu com os brios de Pedro Henrique, que deixou o gramado chorando e foi consolado por colegas e adversários, como Fred e Robinho.

Ao longo de um Campeonato Brasileiro extremamente difícil para o clube, com trocas na comissão e no elenco, Pedro voltou a dar sinais de imaturidade nos empates contra Chapecoense (cometeu um pênalti no fim) e Figueirense (falhou em gol de Rafael Moura). Em entrevista ao UOL Esporte no começo deste ano, ele reconheceu os erros e fez uma autocrítica

"No meu caso, no ano passado, eu estava muito afobado e isso me incomodava muito. Conversei com o Oswaldo (de Oliveira) sobre isso, tive várias conversas com o Fábio também, tive várias pessoas que conversaram comigo. Eu aceitei tudo o que foi passado pra mim. Eu aprendo muito com o que me cobram para que eu possa melhorar e foi dessa forma que venho melhorando", disse ele àquela altura. 

Promovido por Mano Menezes ainda em 2014, o zagueiro foi pouco a pouco preparado para o momento atual. No ano seguinte, disputou e foi campeão da Copa São Paulo, antes de jogar a Série B do Brasileirão pelo Bragantino.

A temporada 2017 se anunciava como uma provação final, e até o momento Pedro Henrique tem se saído bem mesmo com a pressão pelo interesse do clube em adquirir Emerson Santos, do Botafogo, e pela alta cotação de Léo Santos, outro jogador da posição muito bem avaliado internamente.

Uma das inspirações para o trabalho com Pedro Henrique é um caso clássico para a comissão técnica do Corinthians. Apesar de falhas em suas duas primeiras temporadas, Felipe evoluiu gradativamente dentro do trabalho com Tite, Mano Menezes e Fábio Carille (este último na condição de auxiliar). A partir de 2015, tornou-se um dos principais nomes da posição no futebol brasileiro e foi um destaques do Porto-POR já em sua primeira temporada europeia. 

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