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Assédio no trânsito e da polícia. Novo xerife do Cruzeiro foi rei na Arábia

Digão será titular do Cruzeiro diante do Grêmio, pela Primeira Liga - © Washington Alves/Light Press/Cruzeiro
Digão será titular do Cruzeiro diante do Grêmio, pela Primeira Liga Imagem: © Washington Alves/Light Press/Cruzeiro

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

30/08/2017 04h00

Digão chegou ao Cruzeiro como uma incógnita. Apesar dos quatros anos como titular do Fluminense, conquistando inclusive duas edições do Campeonato Brasileiro, o jogador não é um nome tão reconhecido. Contratado com aval de Thiago Neves e Rafael Sóbis, o atleta de 29 anos volta ao Brasil com o status de ídolo na Arábia Saudita, onde ficou entre 2014 e 2017, com histórias no mínimo inusitadas e o título da Copa do Rei Árabe na bagagem.

A idolatria foi tanta que, em 2014, ele chegou a ser perseguido por um torcedor nas ruas de Riad, capital saudita. A cena parecia de filme. Com seu carro em uma das inúmeras vias expressas do local, o jogador foi fechado por um veículo que o perseguiu até o seu condomínio. Na entrada da residência, o fanático explicou que se tratava de um torcedor e queria apenas um autógrafo.

Não foi só o perseguidor que surpreendeu Digão. No período em que esteve no país, ele foi parado pela polícia local, mas não era uma blitz normal. O agente queria apenas uma fotografia ao lado do ex-jogador do Fluminense.

"Tem um monte de histórias inusitadas. Foge um pouquinho, mas tem história de torcedor perseguindo até em casa para tirar foto, policial parando para tirar foto também. É um povo bem fanático por futebol. O futebol é o principal esporte, eles dão muito valor. Quando está lá, é totalmente diferente", afirmou ao UOL Esporte.

"Eles gostam muito de brasileiros. Tanto que se você pegar a história do Al-Hilal, há muitos brasileiros que passaram por lá. O primeiro foi o Rivelino. Depois teve Joel Santana, até o Zagallo passou por lá também. Eles gostam muito mesmo do povo brasileiro, do futebol brasileiro. A relação sempre foi a melhor possível. A torcida era a maior do país. Assediavam bastante, tipo Brasil mesmo. Todo jogo lotava o estádio. Era como se fosse a torcida do Cruzeiro mesmo. Eu sentia o afeto do povo árabe com os jogadores brasileiros", acrescentou.

O assédio na Arábia Saudita fez com que Digão se tornasse uma pessoa ainda mais comedida. O atleta revelado em Xerém conta quais são seus passatempos.

"Sou bem mais caseiro, prefiro ficar em casa com a família, receber os amigos, fazer churrasco, jogar videogame. Meu passatempo é esse, ficar em casa com a filha. Sou bem tranquilão", declarou.

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