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Polícia prende suspeito de envolvimento em morte de fundador da Mancha

Divulgação/DeicPress
Imagem: Divulgação/DeicPress

Do UOL, em São Paulo

29/08/2017 18h36

A Polícia Civil de São Paulo prendeu Rafael Martins da Silva, conhecido como Zequinha, de 29 anos, suspeito de envolvimento na morte de Moacir Bianchi, fundador da torcida Mancha Alviverde. O crime ocorreu em março na capital, e a prisão, nesta terça-feira (29), em Itanhaém, no litoral paulista.

A prisão foi feita pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC). Os policiais souberam que o suspeito estava escondido em uma casa no Jardim Suarão, em Itanhaém.

Zequinha não resistiu à prisão, segundo a polícia. Em um vídeo gravado pelos policiais, o suspeito nega envolvimento com a morte de Bianchi e diz que estava à espera de um habeas corpus para se apresentar. Em fotos feitas após a prisão, é possível ver que o suspeito tem tatuagens com o nome do Palmeiras e da torcida Mancha Alviverde.

Mancha - Divulgação/DeicPress - Divulgação/DeicPress
Imagem: Divulgação/DeicPress

A morte de Bianchi está sendo investigado pelo Departamento de homicídio e Proteção à Pessoa. De acordo com a investigação, Zequinha seria o responsável por dirigir o veículo usado no crime. Em julho, a polícia já havia prendido o segundo suspeito de participar do homicídio: Marcello Ventola, de 38 anos, em Osasco.

Mancha Palmeiras - Divulgação/DeicPress - Divulgação/DeicPress
Imagem: Divulgação/DeicPress

O crime

Em março, após uma discussão na sede da torcida, o carro em que Bianchi estava foi cercado e alvejado por vários tiros. O torcedor, que era fundador e já tinha sido presidente da organizada, foi morto na hora.

Foram identificados dois suspeitos que participam da emboscada: o atirador que efetua os disparos contra Bianchi o motorista do carro de onde o pistoleiro sai e que para atrás do carro da vítima para impossibilitar sua fuga.

A reunião na sede da organizada era para tentar apaziguar conflitos entre diversos grupos de poder dentro da agremiação.

De acordo com fontes ligadas à investigação, os suspeitos participaram da reunião, na zona oeste de São Paulo, horas antes do crime. Os dois teriam discutiram asperamente com a vítima, que foi emboscada e assassinada após do encontro. A perícia encontrou 22 perfurações de bala em Bianchi.

Ao longo da semana do crime, áudios em grupos do Whatsapp acusavam Anderson Nigro, então presidente da Mancha, de ter colocado a diretoria da entidade à disposição da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Bianchi, por sua vez, seria contra o "aparelhamento", e por isso teria sido morto após a confusão na reunião.

A Mancha Alviverde chegou a suspender suas atividades logo após o crime, mas voltou atrás e continuou a operar.

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