Mesmo no banco, Sóbis mantém liderança sobre o elenco do Cruzeiro
O Cruzeiro tem uma força que vem do banco de reservas. E não é o técnico Mano Menezes, famoso pelos trabalhos em Grêmio, Corinthians e seleção brasileira. Trata-se de Rafael Sóbis.
Ele chegou ao Cruzeiro como principal reforço da janela de transferências de julho de 2016. Um ano depois, está amarga a suplência, mas segue como uma das principais lideranças do elenco.
Na hierarquia do vestiário, o atacante está abaixo de poucos jogadores. Somente Fábio, Léo e Henrique têm mais poder sobre o plantel que o dono da camisa 7.
Barrado por Mano Menezes em três dos últimos cinco jogos, o atleta que custou 5 milhões de dólares (R$ 17 milhões à época) aos cofres do clube se mantém como peça fundamental quando o assunto é aconselhar a equipe.
“Ele [Rafael Sóbis] é o que mais brinca do elenco. É brincalhão, a todo momento está brincando, mas também dá muitos conselhos. Ele é extremamente profissional e passa essa imagem para a gente, de que é possível trabalhar sério e ter um bom humor”, afirmou Murilo Cerqueira, em entrevista ao UOL Esporte.
O perfil de liderança é evidenciado também no profissionalismo de Sóbis. Ciente de que está longe do melhor momento, já que não marca há 13 jogos (ou dois meses), o atacante garante que não se importa em ficar entre os suplentes:
"Eu não tinha nem tocado na bola direito. Faz parte. No meu caso, eu fui assim a vida toda, sempre fui vencedor. Estou colhendo frutos pela forma de ser. Estou trabalhando quietinho, não está faltando empenho. Eu não pergunto ao treinador o motivo quando ele me coloca para jogar e não vou perguntar quando ele me tira", comentou.
No triunfo sobre o Grêmio na semifinal da Copa do Brasil, Sóbis demonstrou outro aspecto de sua liderança. Acionado por Mano Menezes aos 41 minutos do segundo tempo, o jogador de 32 anos se reuniu com os demais atletas no centro do campo para conversar e passar tranquilidade, sobretudo aos mais jovens.
Escolhido para a primeira cobrança, ele também não decepcionou no aspecto técnico. Foi o primeiro a converter na disputa de pênaltis: "Eu só cheguei nele [Mano Menezes] e perguntei: "qual dos pênaltis vou bater?". Ele me falou: "o primeiro". É pressão pra caramba", comentou.
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