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Grêmio chega a 11 pênaltis perdidos no ano e revive roteiro de eliminação

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

24/08/2017 04h00

A eliminação para o Cruzeiro coloca o Grêmio diante de um roteiro conhecido em 2017. Em nova fase decisiva, o ataque falhou e os pênaltis viraram trauma. O enredo já tinha acontecido no Gauchão, diante do Novo Hamburgo, e com a queda na semifinal da Copa do Brasil liga um enorme sinal de alerta às vésperas de outro mata-mata: a Libertadores.

Um dado salta aos olhos: o aproveitamento em cobranças de pênalti.

Juntando pênaltis durante os jogos, por faltas ocorridas dentro da área, e disputas de penalidade máxima em confrontos eliminatórios o Grêmio já esteve 27 vezes na marca da cal. E errou 11 delas. Luan, com quatro cobranças desperdiçadas, foi quem mais perdeu.

“É um erro grande, concordo. Mas a gente treina. Treina quase que diariamente. Infelizmente saímos de uma grande competição nos pênaltis, como foi no Campeonato Gaúcho. Edilson e Everton deslocaram o goleiro. Eles treinam, treinam bastante. Não é falta de treino”, disse Renato Gaúcho. “A minha parte, juntamente com o grupo, a gente faz. A gente treina, treina e treina. O que mais pode ser feito? A bola entrar”, completou.

Contra o Novo Hamburgo, na semifinal do Campeonato Gaúcho, foram nove cobranças e seis acertos. Lincoln, Pedro Rocha e Kannemann erraram à época. Diante do Cruzeiro houve três falhas novamente: Edilson, Everton e Luan.

“É um fator que vem nos prejudicando. Temos treinado bastante esse fundamento, mas estamos errando bastante. Temos que nos preparar para melhorar isso”, opinou Ramiro.

Ataque passa em branco

Talvez pior do que o trauma dos pênaltis seja a falha geral do ataque. Pela primeira vez no ano, o sistema ofensivo titular não marcou como visitante. Nem a boa fase de Pedro Rocha e Lucas Barrios salvou. Muito menos a movimentação de Luan.

A marcação do Cruzeiro e a proposta do Grêmio, com Michel, Arthur e Ramiro, criou um paradoxo. O melhor ataque do Brasil, dono de 93 gols na temporada, teve apenas uma chance em uma semifinal de torneio eliminatório.

“Não é nervoso, mas (havia) tensão por ser um grande jogo. Um grande adversário. Um jogo onde não se pode errar. Na minha opinião recuamos, trouxemos o Cruzeiro para cima com mais volume. E ainda erramos em uma bola parada”, comentou Ramiro.

A paralisia ofensiva já havia sido registrada diante do Novo Hamburgo, no Gauchão. Justamente o mesmo cenário de eliminação que remonta a síndrome dos pênaltis. Mas naquele momento o Grêmio ainda não vivia a fase atual. Com uma formação que privilegia o jogo ofensivo, dobra a presença pelos lados do campo e aposta em infiltrações e pivôs.

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