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Carpegiani processa Coritiba e diz: nem carteira de trabalho foi assinada

Carpegiani processou o Coxa por entender que descumpriram com o combinado - Robson Ventura/Folhapress
Carpegiani processou o Coxa por entender que descumpriram com o combinado Imagem: Robson Ventura/Folhapress

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL

18/08/2017 11h29Atualizada em 18/08/2017 19h26

O ex-técnico do Coritiba Paulo Cézar Carpegiani processou o clube por entender que a diretoria não correspondeu com o prometido a ele quando da renovação de contrato no final de 2016. “Entrei por que nem minha carteira foi assinada”, relatou em conversa com o UOL Esporte, “Saí com os meses devendo, atrasados de salário. O juiz vai ver quem é que tem razão.” Nesta semana, Carpegiani e seus advogados recusaram um acordo na Justiça do Trabalho.

O treinador comandou o Coxa por 32 jogos desde agosto de 2016, assumindo a equipe na virada do turno do Brasileirão, quando ocupava a 18ª posição, dentro da zona de rebaixamento. O time acabou em 15º lugar e, por ocasião do acidente com o avião da Chapecoense, que adiou em uma semana a última rodada do campeonato, mandou reservas a Campinas, enfrentar a Ponte Preta. O time perdeu e ficou fora da Copa Sul-Americana 2017. A decisão foi conjunta entre comissão técnica e diretoria, que entendeu por bem manter a promessa de dar férias aos jogadores.

Carpegiani foi relutante em renovar, mas acabou convencido, mas acabou sendo demitido após o time ser eliminado pelo ASA-AL na Copa do Brasil, no começo desta temporada.

Em trecho da ação que move contra o clube na 11ª Vara do Trabalho de Curitiba, descreve as pendências. “Em 5 de agosto de 2016, o autor foi contratado pelo réu para a função de treinador profissional de futebol da sua equipe principal, pelo prazo determinado de 5 de agosto de 2016 até 31 de dezembro de 2016 (CLT, art. 443 §1º), com salário integral de R$ 155.923,50 mais habitação (CLT, art. 458). Em 16 de dezembro de 2016, o contrato a prazo fora prorrogado a partir de 1º de janeiro de 2017 até 31 de dezembro de 2017, com salário passando para R$ 281.754,15 de janeiro de 2017 até abril de 2017, e de abril até dezembro de 2017, no valor de R$ 301.754,15 até dezembro de 2017, mais habitação.”

“Não assinaram minha carteira, eu renovei em janeiro e quando houve a demissão não me assinaram a carteira. Saí, ninguém conversou comigo. O único que falou foi o presidente (Rogério Portugal Bacellar). Ele que me informou da saída”, relembra o treinador. Pachequinho comandou o clube na reta final do Paranaense e acabou campeão – posteriormente, foi trocado por Marcelo Oliveira, o atual técnico.

A reportagem do UOL Esporte procurou a direção do Coritiba, que alegou via assessoria de imprensa que "não falará nada sobre o caso por que o assunto está em esfera judicial", e que "garante que o clube seguirá honrando seus compromissos."

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