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Fim do bicho-papão? Janela chinesa promete ser mais modesta que anteriores

Brunno Carvalho

Do UOL, em São Paulo

20/06/2017 04h00

A janela de transferências da China abriu na última segunda-feira (19) com um apetite bem menor do que nos últimos anos. O período de contratações será o primeiro com as novas regras da Associação Chinesa de Futebol (ACF), que visa diminuir as contratações milionárias e incentivar o investimento no futebol interno.

Uma das principais medidas é a criação de um teto de gastos para os 16 clubes do Campeonato Chinês. A partir da atual janela, será permitido que as equipes com dívidas gastem, no máximo, 45 milhões de yuanes (R$ 21,6 milhões) para contratar um jogador estrangeiro. Em relação à transação de jogadores chineses, o teto é ainda menor: 20 milhões de yuanes (R$ 9,6 milhões).

O novo valor limite para transferências internacionais é consideravelmente menor do que o Shanghai SIPG desembolsou para contratar o brasileiro Oscar no final do ano passado. Na ocasião, a equipe chinesa gastou 60 milhões de euros (R$ 212 milhões na cotação da época) para tirar o jogador da China.

Mas o teto de gastos não será a única medida implementada pela ACF para tentar frear as contratações milionárias. Em 25 de maio, a entidade já havia determinado um imposto de 100% sobre as contratações estrangeiras realizadas pelos times do Campeonato Chinês.

Além disso, as equipes com dívidas serão obrigadas a igualar os gastos em jogadores estrangeiros com um investimento em um fundo para a formação de jogadores locais. A medida faz com que as contratações internacionais custem o dobro do preço, já que todos os 16 clubes da primeira divisão apresentam prejuízos em seus balanços.

Contratações desenfreadas marcaram as últimas temporadas chinesas

Nos últimos anos, o futebol chinês se tornou um tormento para os clubes brasileiros. No início de 2016, o então campeão brasileiro Corinthians foi o principal alvo das equipes asiáticas, perdendo o zagueiro Gil e os meias Ralf, Jadson e Renato Augusto.

O interesse chinês, porém, não se limitava ao Brasil. Somente na última temporada, os clubes asiáticos quebraram por cinco vezes o recorde de transferência mais cara da Ásia. Entre as contratações se destaca os 55 milhões de euros (R$ 207 milhões) gastos pelo Shanghai SIPG para contratar Hulk, que estava no Zenit.

A janela de transferências da China se encerra em 14 de julho. Pela nova regra, cada clube poderá inscrever apenas três jogadores estrangeiros por partida.

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