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Botafogo quer camisa 9, mas esbarra no próprio histórico de contratações

Roger não tem bons números no ataque do Botafogo e é questionado pela torcida - Vitor Silva/SSPress/Botafogo
Roger não tem bons números no ataque do Botafogo e é questionado pela torcida Imagem: Vitor Silva/SSPress/Botafogo

Bernardo Gentile

Do UOL, no Rio de Janeiro

30/05/2017 04h00

Jair Ventura não esconde de ninguém que necessita de um camisa 9 para reforçar o elenco. A diretoria segue na busca pelo nome que se encaixe nas condições. A torcida, porém, já fica com o pé atrás. Pesa contra o histórico de contratações para a posição, que não tem sido dos melhores desde 2015, quando o presidente Carlos Eduardo Pereira assumiu.

Deste então, o Botafogo contratou 7 camisas 9: Navarro, Bill, Tássio, Anderson Aquino, Canales, Joel e Roger. Neste período, os reforços dividiam espaços com jovens das categorias de base que não contavam com tanto apoio da torcida em sua maioria.

Sem sombra de dúvida a melhor safra de atacante foi em 2015, quando o Botafogo disputou a Série B. O uruguaio Navarro disputou apenas 15 jogos, mas é quem tem a melhor média após marcar nove gols: 0,60 por partida. Em seguida vem o contestado Bill, com média de 0,39 por duelo, e que pediu para sair do Alvinegro após ser perseguido pela torcida. Tássio fecha a lista com 0,16.

Os dois reforços de 2016 foram as piores contratações. Um dos maiores salários do elenco na oportunidade Gustavo Canales chegou com pompa, mas marcou apenas um gol em 11 partidas – média de 0,09. O segundo, então, teve vida ainda mais curta: seis duelos e nenhum gol.

Neste período apareceram os jovens da categoria de base. Sassá, Ribamar e Luis Henrique. O primeiro foi quem assumiu o papel de principal camisa 9 ao marcar 14 gols em 31 jogos – média de 0,45. O segundo atuou bastante, mas sem tanto faro para as redes: 32 partidas e 4 gols – média 0,12. Já o terceiro entrou em campo em 23 vezes e deixou sua marca seis vezes – média de 0,26.

O fracasso nas contratações de camisa 9 em 2016 deveria ter aberto os olhos da diretoria, que trouxe mais dois reforços. Com Sassá em alta, Roger varia entre titular e reserva até o momento: são 21 jogos e cinco gols – média 0,23. Joel, por sua vez, quase não tem entrado em campo. Foram apenas 9 jogos e um gol – média 0,11.

Sassá teria status de titular absoluto, mas as indisciplinas e dificuldade na renovação de contrato o afastaram do elenco em duas oportunidades nesta temporada. No meio disso, o atacante atuou em 16 oportunidades e marcou seis gols, média de 0,37.

Como os números provam, os camisas 9 contratados neste período não deixaram saudade. O mesmo pode ocorrer com os atuais centroavantes: Roger e Joel não se encaixaram e fazem com que a diretoria busque novos nomes no mercado.