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Do salário aos rivais: 5 motivos travam a saída de Cássio no Corinthians

Último jogo de Cássio como titular foi São Paulo 4 x 0 Corinthians - Rubens Cavallari/Folhapress
Último jogo de Cássio como titular foi São Paulo 4 x 0 Corinthians Imagem: Rubens Cavallari/Folhapress

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

18/12/2016 06h00

Definir a situação de Cássio é um dos objetivos do Corinthians no mercado de transferências que ferve desde o fim do Campeonato Brasileiro. Entre as duas partes, há o consenso de que a saída é uma possibilidade, mas há fatores que dificultam a partida do goleiro campeão mundial e atualmente reserva de Walter.

Dentro do Corinthians, também há o entendimento que é difícil manter por tanto tempo dois goleiros de nível elevado como Cássio e Walter. Hoje, vale lembrar, o elenco corintiano tem cinco atletas na posição, número considerado elevado para o trabalho diário.

Na sequência, veja os principais motivos que dificultam uma negociação de Cássio.

Ainda há três anos de contrato

Ao assinar com o Corinthians até dezembro de 2019, Cássio tornou mais difíceis as chances de sair. Em tese, um eventual interessado teria que, no mínimo, também firmar vínculo de três anos com o goleiro para assegurar a ele os valores que já tem garantidos com o Corinthians pelo último acordo assinado.

Salário alto para os padrões da posição

Cássio, desde a renovação de contrato em maio, tem salários considerados acima da média para os padrões nacionais de goleiros, uma quantia difícil de ser assumida por outra equipe do país no momento.

A soma desses valores ao longo de três anos de vínculo vigente também deixa o jogador em posição difícil para uma saída. Cássio possivelmente teria que abrir mão de boa quantidade de dinheiro para fazer um novo vínculo e já indicou que não está disposto a fazer isso.

Corinthians já recusou propostas

O Grêmio há cerca de 3 meses se propôs a comprar Cássio por R$ 3,5 milhões, o que o Corinthians recusou - assim como um empréstimo. Em janeiro, mais valorizado, ele quase foi vendido por R$ 15 milhões ao Besiktas, oferta também rejeitada.

Ao manter a exigência do valor de venda, o Corinthians tornaria a operação financeira ainda mais alta para um eventual comprador. Isso, claro, pelo contrato que Cássio tem vigente e dificilmente abriria mão.

Os gols do Brasil já têm dono

Santos (Vanderlei), São Paulo (Sidão), Palmeiras (Prass e Jaílson), Vasco (Martín Silva), Flamengo (Muralha), Botafogo (próximo de Gatito Fernández), Fluminense (Cavalieri), Inter (Danilo), Grêmio (Gröhe), Atlético-PR (Weverton), Coritiba (Wilson), Cruzeiro (Rafael e Fábio) e Atlético-MG (Victor).

Nos gols dos grandes clubes brasileiros, não há espaço para Cássio no momento. A maior possibilidade é em caso de o Grêmio viabilizar uma negociação com Marcelo Gröhe, sondado por equipes de fora. Já no Atlético, apesar da lesão de Victor, não há a intenção de buscar outro atleta no mercado.

Reserva dificulta mercado internacional

No auge há um ano, Cássio teve no Besiktas sua melhor oportunidade de negociação para o exterior. Hoje na reserva do clube e fora da seleção brasileira, a penetração dele no mercado externo passa a ser ainda menor. A janela de inverno europeu, aliás, é pouco movimentada.

A China, que poderia ser destino, não permite a contratação de goleiros estrangeiros. Nas demais ligas asiáticas, há pouca tradição em adquirir jogadores dessa posição.

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