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Como Atlético Nacional se tornou maior "irmão" da Chapecoense após acidente

Do UOL, em São Paulo

30/11/2016 10h51

Desde as primeiras horas após o acidente que culminou na morte de 71 pessoas no voo que levava a Chapecoense para a Colômbia, o Atlético Nacional demonstrou que seria o maior apoio dos catarinenses, com quem fariam a final da Copa Sul-Americana nesta quarta-feira.

A primeira ação do clube colombiano partiu de Juan Carlos de la Cuesta. O presidente do clube, trajado com o agasalho do Atlético Nacional, acompanhou os primeiros resgates e as buscas no local. Dizia, a todo instante, que o mais importante no momento era cuidar das vítimas e das famílias.

Na sequência, com o amanhecer, os torcedores foram se informando do ocorrido e se mobilizaram. Na hora da partida, os fãs do Atlético Nacional combinaram de ir de branco ao estádio, com velas nas mãos, um símbolo de solidariedade.

Logo depois, o primeiro gesto esportivo. Diretores do Atlético Nacional enviaram uma carta para a Conmebol, divulgada no site do clube, pedindo que a Chapecoense fosse declarada campeã da Copa Sul-Americana 2016. “De nossa parte, e para sempre, Chapecoense: Campeão da Sul-Americana de 2016”.

Borja, principal estrela do Atlético Nacional, e Gilberto Garcia, também jogador do time, fizeram coro ao pedido da diretoria. “Queremos dar o título para a Chapecoense, mas sabemos que neste momento isso pouco importa”, disse o artilheiro.

Durante todo o dia, o clube usou sua página no Twitter, com a foto escura, respeitando luto, para prestar homenagens. Um vídeo do clube ressaltava: “Hoje, vocês nos mostraram que não são apenas 90 minutos”.

Os torcedores do Atlético Nacional não esperaram a homenagem desta quarta-feira. Já na terça-feira à noite, eles foram ao estádio com uma música para o clube catarinense.

“Que se escute em todo continente, sempre recordaremos a campeã Chapecoense”, cantavam os torcedores.

Também em sua página no Twitter, o Atlético Nacional pediu para que as pessoas ajudassem a Clínica Somer, para onde foram levados os sobreviventes da Chapecoense, com doação de sangue.

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