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Família de Cleber Santana teme reação da mãe e ainda não comunicou morte

Roberto Oliveira e Vanderlei Lima

Do UOL, em São Paulo

29/11/2016 18h22

O irmão do jogador e capitão Cleber Santana, Cleidson Santana, relatou ao UOL Esporte o desespero do momento em que recebeu a notícia da queda do avião que transportava a delegação da Chapecoense a Medellín, na Colômbia, para o jogo de ida da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, que aconteceria nesta quarta-feira (30).

Cleber Santana é uma das vítimas do acidente. Fontes oficiais colombianas informam haver 71 mortos. As autoridades confirmaram seis sobreviventes: os jogadores Follmann, Neto e Alan Ruschel, o jornalista Rafael Henzel e os tripulantes Ximena Suárez e Erwin Tumiri. 

“Meus amigos estavam me ligando de madrugada, mas eu não atendi. Quando eu acordei, 5 da manhã, aí um amigo meu aqui ligou e quando eu abri o telefone vi as mensagens falando que o avião caiu, mas que não era nada grave, aí eu fiquei mais tranquilo. Mas depois comecei a ver as fotos e ler as notícias e começou a bater o desespero”, contou.

Cleidson Santana também relembrou o último contato com o irmão antes do trágico acidente que chocou o mundo nesta terça-feira (29).

“Estive com ele pessoalmente no jogo contra o Santa Cruz, aqui no Recife. Por telefone, faz dois dias, ele me disse que estava feliz e que estava vivendo um momento muito bom. Disse que ia trazer o título. E acontece uma fatalidade dessa”, afirmou.

O irmão de Cléber Santana disse ainda que sua mãe, dona Marinalva, 63, teve de ser conduzida a um hospital de Olinda, na região metropolitana de Recife, ao saber da queda do avião.

“Ela foi para o hospital porque estava com pressão muito alta. Tomou remédio e agora está deitada, com a família em casa. Nós ainda não falamos o que aconteceu para ela, dissemos que estão procurando ainda”, disse Cleidson.