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Santista lembra de vice em 95: "Márcio Rezende prejudicou nossas carreiras"

Rivaldo Gomes/Folhapress
Imagem: Rivaldo Gomes/Folhapress

Vanderlei Lima

Do UOL, em São Paulo

17/09/2016 06h00

O gol em posição irregular de Túlio Maravilha, que ajudou a definir o título do Campeonato Brasileiro de 1995 para o Botafogo, deixa, até hoje, os santistas inconformados. Em entrevista ao UOL Esporte, o ex-meia Marcelo Passos afirma que o erro do árbitro Márcio Rezende de Freitas afetou o futuro dos jogadores do time da Vila Belmiro.

“Prejudicou muita gente. Eu mesmo tive dificuldade para encontrar outros times. O Márcio Rezende de Freitas atrapalhou muito a gente, eu acabei ficando meio no escuro porque não tive a oportunidade de ser campeão. Todo mundo fala que (o Santos) foi campeão moral, mas no papel que é bom, nada”, reclamou.

No duelo em questão, o Botafogo havia vencido o Santos por 2 a 1 na primeira partida, realizada no Rio de Janeiro. No jogo de volta, um empate era suficiente para o time carioca ser campeão.

O jogo definitivo, que terminou em 1 a 1, teve três polêmicas. Além do gol de Túlio, o marcado pelo próprio Marcelo Passos também foi irregular – no lance, Marquinhos Capixaba levou com a mão e a bola sobrou para o atacante balançar as redes.

Durante o jogo, Márcio Rezende de Freitas ainda anulou um gol marcado por Camanducaia, por impedimento. No lance, porém, o atacante santista estava em condição legal quando balançou as redes.

Depois do Campeonato Brasileiro, Marcelo Passos foi emprestado pelo Santos ao Goiás e depois ao Flamengo, voltando ao time apenas em 1997. Até sua aposentadoria, em 2008, o jogador colecionou passagens por clubes como Sport, Fortaleza e Náutico. A última equipe de sua carreira foi a Portuguesa Santista.

Aos 45 anos, Passos, atual auxiliar-técnico da Portuguesa Santista, em parceria com o Santois, afirma não ter arrependimentos em relação à carreira. “Procurei fazer tudo da melhor forma possível. Às vezes a gente pensa que poderia ter se dedicado mais em alguma jogada, então tento passar isso para os atletas, para que eles possam ter um comportamento mais profissional”.

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