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Advogado diz que Wada confirmou falso positivo e deve rever caso Alecsandro

Cesar Greco/Ag Palmeiras
Imagem: Cesar Greco/Ag Palmeiras

Danilo Lavieri e José Edgar Matos

Do UOL, em São Paulo

06/09/2016 19h36Atualizada em 07/09/2016 01h25

O caso envolvendo o doping de Alecsandro pode sofrer uma reviravolta. Nesta terça-feira (6), o advogado do jogador, Bichara Abidão Neto, afirmou que a WADA (Agência Mundial Antidoping) confirmou aos representantes do atacante do Palmeiras, no final da tarde, que o metabólito consumido pelo Alecsandro gera um falso positivo em exames anti-doping, pois se assemelha a outra substância que é proibida pelo controle anti-dopagem.

Com essa constatação da agência em mãos, o staff do jogador buscará extinguir a suspensão do atleta.

“Depois do julgamento da FPF (Federação Paulista de Futebol), pedimos à WADA que submetesse a mesma prova a um laboratório deles. Eles fizeram isso em um laboratório de Los Angeles e viram que era falso positivo o metabólito que seria a substância proibida”, explicou Abidão Neto.

O Palmeiras também está sabendo da notícia do falso doping. A comissão técnica comemora o que chama de "justiça tardia". O clube agora aguarda ser notificado pelas CBF e pela FPF para já saber quando poderá contar com o jogador. Depois de um novo julgamento, provavelmente na próxima semana, o atleta deve ser liberado para atuar. 

No início de agosto, o Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) suspendeu Alecsandro por dois anos. Na partida contra o Corinthians, em abril, o atacante havia sido flagrado em exame antidoping pelo uso de agentes anabolizantes. A substância em questão seria a Andarina.

“O metabólito que seria a substância proibida era uma molécula idêntica: a Flutamida, contida na loção que (Alecsandro) usou para o tratamento capilar. Era a mesma molécula nas duas substâncias, a proibida e a permitida. Usamos a mesma tese na FPF, e eles negaram. A WADA aceitou”, continuou Abidão Neto.

A tese apresentada pela defesa de Alecsandro passou por uma análise no mesmo laboratório de Los Angeles responsável pela prova e pela contraprova dos exames que resultaram na condenação do atacante.

O laboratório promoveu um teste com o metabólito apresentado na tese de defesa e o resultado se assemelhou à substância dopante.

De acordo com o advogado de Alecsandro, a Wada ainda formalizará a decisão e o caso pode ser arquivado. A expectativa é de que a entidade comunique a ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem) ou diretamente a FPF (Federação Paulista de Futebol) até quinta-feira. 

Nas redes sociais, o empresário de Alecsandro, Oldegard Filho, comemorou a possível reviravolta no caso. “A justiça foi feita para este grande atleta, homem íntegro, pai de família exemplar, que vem sofrendo muito nesses últimos dias pela punição injusta imposta”.

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