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Vargas marca quatro gols, Chile atropela o México e passa para a semifinal

Bill Streicher/USA TODAY Sports
Imagem: Bill Streicher/USA TODAY Sports

Do UOL, em São Paulo

19/06/2016 00h55

Atual campeão da Copa América, o Chile deu mais um passo rumo à defesa do título em grande estilo neste sábado. Liderado pela atuação de gala de Eduardo Vargas, autor de quatro gols, avançou para a semifinal com uma goleada de 7 a 0 sobre o México.

Puch marcou dois e Alexis Sanchez fez outro para os chilenos, que saíram de campo com um problema considerável, apesar da vitória tranquila. Isso porque Arturo Vidal tomou cartão amarelo e está suspenso. Será um desfalque importante para a partida contra a Colômbia, que acontecerá na quarta-feira.

Vargas e Alexis Sanchez comandam goleada chilena

Os motivos pelos quais Vargas foi um dos grandes personagens da partida são óbvios. Afinal de contas, não é todo dia que alguém faz quatro gols em um mesmo jogo. A boa noção de posicionamento o levou a ter uma das suas melhores atuações da carreira. Mas também é justo destacar a atuação de Alexis Sanchez, muito importante para quebrar a marcação mexicana, abrir espaços no meio dela e facilitar a vida dos companheiros. O atacante do Arsenal fez um gol e deu passe para outros dois. Isso sem contar que foi um chute dele que levou ao rebote que resultou no terceiro gol de Vargas.

Vargas comemora com Alexis Sánchez após gol do Chile sobre o México - Thearon W. Henderson/Getty Images/AFP - Thearon W. Henderson/Getty Images/AFP
Imagem: Thearon W. Henderson/Getty Images/AFP

Meio-campo frágil compromete o México

É difícil apontar um único responsável pelo fiasco mexicano, mas foi nítido o quanto o meio de campo foi dominado e o quanto isso favoreceu as ações ofensivas do Chile. O time teve posse de bola de 40% e abusou dos erros de passe nos momentos em que teve a bola nos pés. Isso gerou um número alto de desarmes do adversário, o que levou a boas oportunidades de se atacar com maior facilidade.

Pressão mexicana falha e deixa buracos atrás

O México começou o jogo adiantando a marcação, buscando pressionar a saída de bola chilena na esperança de roubar alguma bola em boa condição de balançar as redes. Essa chance não apareceu. Pior ainda: o adversário conseguiu sair jogando e encontrou buracos para atacar do meio de campo para frente. Antes mesmo de Puch abrir o placar, aos 15 minutos, o Chile já havia criado uma boa chance e só não marcou porque Araujo apareceu na hora para travar a finalização de Puch, Esses buracos não foram corrigidos ao longo dos 90 minutos, pelo contrário: só aumentaram à medida que a goleada ficava mais elástica.

Chile erra pouco com a bola nos pés

Os erros mexicanos facilitaram e muito a vida dos atuais campeões da Copa América, mas a qualidade técnica dos jogadores foi fundamental para que essa vantagem fosse de fato concretizada. O time errou poucos passes quando teve a bola nos pés e a marcação funcionou muito bem para conseguir desarmes precisos, algo que possibilitou atacar contra uma defesa mais desarrumada.

Ficha técnica

MÉXICO 0 X 7 CHILE
Local:
Estádio Levis, em Santa Clara (Estados Unidos)
Data: 18 de junho de 2016 (Sábado)
Horário: 23h (de Brasília)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Brasil)
Assistentes: Kleber Lúcio Gil e Bruno Boschilia (Brasil)
Cartões amarelos: Vidal (Chile); Guardado (México)
Gols: Puch (Chile), aos 15 do 1º tempo e aos 43 do 2º tempo; Vargas (Chile), aos 43 do 1º tempo, aos 7, aos 12 e aos 28 do 2º tempo; Alexis Sánchez (Chile), aos 4 do 2º tempo

MÉXICO: Ochoa; Aguilar, Néstor Araujo, Héctor Moreno e Layún; Dueñas (Peña), Herrera e Guardado; Lozano (Raúl Jiménez), Javier Hernández e Jesús Corona.
Técnico: Juan Carlos Osorio

CHILE: Bravo; Fuenzalida, Medel (Roco), Jara e Beausejour (Mark González); Marcelo Díaz (Silva), Aránguiz, Vidal e Puch; Vargas e Alexis Sánchez.
Técnico: Juan Antonio Pizzi

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