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Atlético-MG projeta batalha na Fifa. É ser indenizado ou pagar R$ 4 milhões

Em julho o lateral direito Patric posou com a camisa do Osmanlispor, da Turquia - Reprodução
Em julho o lateral direito Patric posou com a camisa do Osmanlispor, da Turquia Imagem: Reprodução

Victor Martins

Do UOL, em Belo Horizonte

17/12/2015 10h57

Em junho passado o destino do lateral direito Patric em 2016 parecia já definido. O jogador vestiu a camisa do Osmanlispor e assinou um pré-contrato com o clube da Turquia. Motivo pelo qual acabou afastado pela diretoria alvinegra, mesmo como um dos principais jogadores da equipe nas primeiras dez rodadas do Campeonato Brasileiro.

Algumas semanas depois o jogador voltou a ser relacionado por Levir Culpi, num claro sinal de que a situação contratual parecia estar solucionada. Mas nenhuma das partes comentava sobre o assunto, até que o presidente Daniel Nepomuceno anunciou a renovação de contrato, na semana passado. O novo acordo, com mais três anos de duração, até já foi publicado no BID (Boletim Informativo Diário). Mas isso não significa o final da história. Muito pelo contrário, é apenas o começo de uma batalha que vai terminar na Fifa.

“No nosso entendimento, o Patric é jogador do Atlético e os direitos são do Atlético. Nos entendemos que houve um assédio ao Patric. A partir daí só o jurídico do Atlético vai falar. Exercemos o que nós achamos ser direito nosso”, explicou o diretor de futebol do Atlético, Eduardo Maluf.

Como o Atlético entende que Patric foi assediado pelo Osmanlispor, é próprio clube mineiro que vai procurar a Fifa para exigir uma indenização dos turcos. Mas caso o Atlético seja derrotado, o clube mineiro pode ser obrigado a pagar a multa contratual de Patric com o Osmanlispor. O valor gira em torno de R$ 4 milhões. Em 2011, quando adquirido junto ao Benfica, Patric custou R$ 2,2 milhões aos cofres do Atlético, por metade dos direitos. Agora, com o novo acordo, o clube mineiro passou a ter 75%, enquanto o Benfica e um investidor dividem o restante.

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