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Federação Francesa confirma 3 mortes no estádio; Hollande sai às pressas

Do UOL, em São Paulo

13/11/2015 19h27Atualizada em 14/11/2015 20h15

Um clima de tensão tomou conta da cidade de Paris enquanto França e Alemanha se enfrentavam no Stade de France, nesta sexta-feira (13). Explosões ocorreram dentro das imediações do estádio e obrigaram o presidente francês, François Hollande, a deixar o local às pressas por medida de segurança.

Em entrevista ao “Canal+”, o presidente da Federação Francesa de Futebol, Noël Le Graët, confirmou que houve explosão no portão J do estádio e três pessoas morreram, além de alguns feridos. “O Stade de France está seguro. Não há mais nenhum perigo, as pessoas estão saindo normalmente”.

Em entrevista à "BBC", um torcedor relatou que metade dos portões foram fechados pela polícia. "No final, metade dos portões do estádio foram bloqueados. Os torcedores gritaram tiroteio, tiroteio", relatou. Após o término da partida, torcedores se dirigiram ao gramado para esperar autorização para deixar o local. Os jogadores das duas seleções aguardaram na porta dos vestiários. O público começou a ser liberado aos poucos pela polícia.

A primeira explosão foi ouvida aos 19 minutos do primeiro tempo. No momento, os torcedores pareceram não terem percebido que não se tratava apenas de um rojão soltado por algum fã. A polícia afirma que as explosões aconteceram dentro do Stade de France, resultado de granadas lançadas no lado de fora.

Segundo o canal francês “BFM”, um corpo mutilado foi encontrado perto do local, o que poderia ser um indicativo de que pelo menos um dos ataques ao Stade de France partiu de um homem-bomba.

Apesar das especulações de um possível cancelamento, o amistoso entre França e Inglaterra, marcado para a próxima terça-feira, foi confirmado.

Além das explosões, o vice-prefeito de Paris, Patrick Krugman, informou, em entrevista à BBC, que aconteceram "entre seis e sete locais de ataques no centro de Paris e fora dele".

O número de mortos já ultrapassa uma centena. Extraoficialmente, o jornal Le Monde, após consultar fonte judicial, fez detalhamento e conta pelo menos 120 vítimas fatais.

Uma operação policial, encerrada perto das 22h (de Brasília), deu fim à ocorrência na casa de show "Bataclan" - quatro terroristas morreram, afirma o chefe de polícia da cidade, Michel Cadot. Só no local, o número de mortos deve ser próximo a 80 pessoas. 

Ainda à BBC, Krugman disse que Paris vive ataque piores que os de janeiro, ao jornal Charlie Hebdo e a um mercado judeu, além de revelar temor por "enfrentar um inimigo desconhecido". "Não sabemos nem se acabou. Amanhã pode ter mais. Há um nível alto de precaução e atenção. Peço para que permaneçam em casa", completou. 

O Itamaraty confirmou que há dois brasileiros feridos. Por causa dos atentados, o jogo entre Brasil e Argentina, em Buenos Aires, cumpriu um minuto de silêncio antes de a bola rolar. 

François Hollande decretou estado de emergência em todo território nacional e, em entrevista coletiva, afirmou que as fronteiras da França serão fechadas por segurança. "Podem ser feitas buscas em todo o território. Vamos fechar as fronteiras para ter segurança de que ninguém irá entrar para cometer qualquer ato contra a França. E também para aqueles que cometeram esses atos possam ser presos caso tentem fugir".

A França venceu a partida por 2 a 0.

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