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Loja oficial do Parque São Jorge se diz boicotada por Corinthians e Nike

Bruno Thadeu/UOL Esporte
Imagem: Bruno Thadeu/UOL Esporte

Dassler Marques*

Do UOL, em São Paulo

27/10/2015 12h00

A empresa MMBF Comércio de Artigos Esportivos e Alimentos Ltda, responsável pela loja oficial Todo Poderoso Timão localizada dentro do Parque São Jorge, trava batalhas judiciais contra Corinthians e Nike. Em ambos os casos, se julga boicotada.

Na última segunda-feira, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo distribuiu agravo de instrumento apresentado pela MMBF contra a Nike. A medida mais recente de uma novela que se arrasta há meses visa restabelecer o fornecimento de mercadorias que, segundo o lojista alega à Justiça, foi interrompido pela fornecedora de material esportivo por ter interesse em se tornar dona do negócio.

"A agravada (Nike), vislumbrando a possibilidade de explorar por ela própria aquele ponto comercial, resolveu interromper a venda de seus produtos, pretendendo que com isso a agravante (MMBF) não tivesse mais condições de exercer suas atividades", afirma a loja oficial do Corinthians na petição em que classifica a Nike por "conduta comercial desonesta".

Um e-mail enviado pelo gerente geral da Nike, Nuno Silva, para a MMBF, está anexo aos autos e confirma, na visão da loja, a intenção. "A Nike não vai mais fornecer produtos para esse posto, já que entendemos que temos direito ao mesmo junto do clube", afirma Nuno na mensagem anexa.

Além dos problemas com fornecimento de material, a MMBF Comércio de Artigos Esportivos e Alimentos Ltda foi à Justiça para conseguir renovar o contrato de locação com o Corinthians para cessão do espaço no Parque São Jorge. Não há, até o momento, decisão sobre o assunto, e liminar recente favorável ao clube foi cassada pela loja oficial.

Em contato com a reportagem, a Nike afirmou que "não divulga informações de contratos respeitados por cláusulas de confidencialidade". Por meio de um de seus gerentes, Nelson, a loja oficial do Parque São Jorge afirmou que não iria se pronunciar sobre o assunto. Já o Corinthians, via departamento jurídico, alegou que os assuntos referentes às lojas são tratados diretamente pelo presidente Roberto de Andrade.

No primeiro ano de gestão, Roberto tenta solucionar uma série de problemas referentes às lojas oficiais do Corinthians. Segundo ele próprio, o contrato firmado entre o clube e a empresa franqueadora SPR Sports é desfavorável para o clube. O atual presidente gostaria de encerrar o vínculo iniciado durante a administração de Andrés Sanchez e estendido pelo sucessor Mário Gobbi.

Com fechamento em massa de lojas oficiais Todo Poderoso Timão, uma associação de lojistas se formou e ingressou com ação contra o Corinthians e a SPR . Na última semana, o Ministério Público de São Paulo também abriu inquérito por conta de práticas específicas adotadas no negócio. Ainda há imbróglio entre Corinthians, Nike e SPR Sports por conta da loja oficial da Arena, em Itaquera, que ainda não foi aberta, conforme mostrou a Folha de S. Paulo.

* Colaborou: Ricardo Perrone, do UOL em São Paulo

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