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Aidar volta atrás e crava novo valor da dívida do São Paulo: R$ 137 milhões

Aidar divulgou nesta sexta-feira o novo plano de gestão do São Paulo - Ricardo Nogueira/Folhapress
Aidar divulgou nesta sexta-feira o novo plano de gestão do São Paulo Imagem: Ricardo Nogueira/Folhapress

Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

04/09/2015 14h30

O presidente Carlos Miguel Aidar já chegou a afirmar que a dívida do São Paulo é de R$ 270 milhões. Nesta sexta-feira, porém, o dirigente refez a conta e divulgou o novo valor do rombo financeiro: R$ 137 milhões.

"Eu já fui induzido ao erro e falei que a dívida era de R$ 270 milhões, mas não é. É R$ 137 milhões. Estamos em busca de R$ 100 milhões até o fim do ano para fechar o ano em condições melhores e para diminuir a dívida", disse Aidar durante a apresentação no novo plano de gestão do clube.

Na nova conta, Aidar não leva em consideração os passivos bancários, que são dívidas que ainda não venceram. A curto prazo, o valor chega a R$ 88 milhões. A longo, R$ 62 milhões. O objetivo é iniciar a amortização dessas obrigações financeiras ainda esse ano.

A ideia do São Paulo é arrecadar o montante por meio de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios.  É uma maneira de arrecadar fundos para diminuir a dívida. Quando ele estiver pronto, vamos abrir os braços para qualquer são-paulino que queira investir. O investimento inicial é de R$ 1 milhão", explicou Aidar.

O dirigente explicou que o plano são-paulino é mudar a realidade em dois anos. Dessa forma, segundo Aidar, o clube estaria no azul em 2017, sem dívida bancária.

"Vamos sofrer em 2015, em 2016 será muito melhor, vamos respirar com muito mais oxigênio. Em 2017 será um ano de afirmação para o São Paulo. É nesse caminho que estamos", afirmou o dirigente.

Aidar também ressaltou a dependência do São Paulo em relação à venda de jogadores. De acordo com ele, as receitas do clube são compostas praticamente pelo valor das vendas.

"São Paulo vive uma alta dependência da venda de atletas: 75% do resultado operacional decorre da venda de atletas. Só a venda do Lucas é equivalente a 36% do total", completou.
 
A transferência do meia-atacante ao Paris Saint-Germain ajudou ao clube a fechar no azul em 2013. No ano seguinte, porém, o déficit chegou a R$ 100,1 milhões -- o clube arrecadou R$ 253,4 milhões e gastou R$ 353,5 milhões. Segundo o último balanço financeiro do clube, o déficit de 2014 elevou o endividamento bancário em 62%.
 
"Tal resultado decorre da redução da receita proveniente da negociação de atletas profissionais, que não se realizou de forma satisfatória em 2014; do alto custo de manutenção da dívida bancária e das obrigações previstas em contratos anteriormente firmados com atletas profissionais", explicou o clube.
 

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