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Após reunião com antecessores na seleção, Dunga diz que há lado bom no 7x1

Contratado depois da Copa do Mundo de 2014, Dunga acha que existe um lado bom na derrota do Brasil por 7 a 1 - WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO
Contratado depois da Copa do Mundo de 2014, Dunga acha que existe um lado bom na derrota do Brasil por 7 a 1 Imagem: WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO

Guilherme Costa

Do UOL, no Rio de Janeiro

06/07/2015 18h34

O tom parecia ignorar o que aconteceu na Copa do Mundo de 2014. Menos de um ano depois de o Brasil ter perdido para a Alemanha por 7 a 1 em pleno Mineirão, ex-treinadores da seleção se reuniram com a atual comissão técnica nesta segunda-feira (06), na sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), no Rio de Janeiro. Entre defesas do futebol nacional e elogios aos atletas, até a maior derrota do país foi minimizada.

“É uma data que vai ficar marcada, como 1950 e as cinco vezes em que o Brasil foi campeão do mundo. A gente tem de ver pelo lado positivo: não vai ser possível vencer sempre. Todos nós temos de melhorar. Todos nós, mesmo. Não só uma parte”, disse Dunga sobre a derrota do Brasil para a Alemanha, que completará um ano no dia 8 de julho.

Mario Jorge Lobo Zagallo, que esteve em quatro títulos da seleção brasileira em Copas, foi ainda mais otimista: “Não devemos nada a outras seleções. Temos tudo para ganhar a próxima Copa do Mundo. Não temos de nos preocupar com as Eliminatórias, mas com a Copa”.

O encontro desta segunda-feira também contou com Candinho, Ernesto Paulo, Sebastião Lazaroni, Carlos Alberto Parreira, Carlos Alberto Silva e Paulo Roberto Falcão. Edu Coimbra e Emerson Leão chegaram a confirmar presença, mas não estiveram na reunião. Vanderlei Luxemburgo participará de outro fórum, que reunirá técnicos da Série A do Campeonato Brasileiro, e Luiz Felipe Scolari e Mano Menezes tiveram outros compromissos.

O fórum com ex-técnicos da seleção é parte de um projeto chamado conselho de desenvolvimento estratégico do futebol brasileiro. Nas próximas etapas, a CBF ouvirá técnicos da Série A, técnicos estrangeiros, jogadores profissionais, jornalistas e profissionais de ciência do esporte.

A proposta desse conselho é debater formas de elevar o nível do futebol brasileiro. O tom nesta segunda-feira, porém, foi bem diferente. Com uma série de personagens marcados pelo ufanismo exacerbado, as avaliações sobre o encontro pareceram uma defesa do atual nível do esporte nacional.

“Não adianta num momento desses, porque perdeu, todo mundo querer pisar. É Brasil. Eu vejo as pessoas com dúvida se vamos classificar para o Mundial e todo mundo assustado, mas é preciso lembrar que esses países também virão jogar no Brasil. É outro departamento quando joga aqui também”, disse Candinho.

“O Dunga até a Copa América fez um excelente trabalho e conseguiu excelentes resultados. Jogamos a Copa América com o trauma da Copa do Mundo. Foi a primeira competição depois da Copa do Mundo. Os amistosos em que o Brasil foi muito bem não tinham a exigência de uma competição, e quando se fala em competição eu acho que deve ter vindo à cabeça dos jogadores essa coisa que foi forte para todos nós. Acho que essa Copa América serviu para isso. Esse peso e esse trauma eu acho que foram tirados na Copa América”, completou Falcão.