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Com folha de R$160 mil, Caldense supera grandes de Minas e faz história

"Veterana", como é chamada não perdeu sequer para os grandes da capital - Washington Alves/Light Press
'Veterana', como é chamada não perdeu sequer para os grandes da capital Imagem: Washington Alves/Light Press

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

07/04/2015 10h15

A possibilidade era real, mas pouco se imaginava de um Atlético-MG e Cruzeiro já nas semifinais do Mineiro 2015. Ao fim da última rodada, os dois grandes da capital ganharam destaque negativo no noticiário, após os respectivos tropeços, mas a Caldense foi a grande responsável pelos elogios. Com objetivos de alcançar uma vaga para a Série D de 2015, a equipe de Léo Condé foi ainda mais além e mostrou como produzir um futebol bonito mesmo sem grandes cifras.

O trabalho a longo prazo e a manutenção do elenco foram um dos pilares para a Caldense conseguir o que faltou em 2014. Após o oitavo lugar no ano passado, o clube não jogou a quarta divisão nacional, o que fez o técnico Léo Condé mudar de ares. Com o Tupi, Léo bateu na trave e por pouco não subiu para a Série B do Brasileirão. Ao fim do ano, recebeu um novo convite para voltar a Poços de Caldas e continuar o trabalho.

Ex-treinador das categorias de base do Atlético-MG, Condé apostou em jogadores como Yuri, com quem já tinha trabalhado no time da capital. Outros como o atacante Luiz Eduardo, os laterais Andrezinho e Rafael Estevam também fizeram o mesmo caminho e voltaram ao clube. A base de 2014 foi mantida e ganhou ainda mais amadurecimento com atletas do Tupi, comandados do comandante no último ano. Todo o plantel foi preparado dentro de um teto que não ultrapassa cerca de R$160 mil por mês. As cifras, equivalentes ao salário de um só jogador em uma equipe de ponta, foram o suficiente para o time terminar a primeira fase na liderança e como único invicto. Incríveis sete vitórias, quatro empates e nenhuma derrota, batendo de frente contra Tupi, Boa, o tradicional Villa Nova e os três da capital, América, Atlético e Cruzeiro.

“O orçamento das equipes do interior é muito baixo. Tivemos que ser criativos para montar esse elenco. “Conseguimos, ao término de novembro, deixar nosso plantel montado para começar a pré-temporada deste ano”, comentou Condé, em entrevista à Rádio Globo.

Garantido entre os quatro melhores do estado, o próximo passo da Veterana é superar o Tombense, garantir uma vaga na final e, quem sabe, voltar a levantar a taça após 13 anos (em 2002, os três da capital não participaram). O primeiro duelo acontece já neste sábado, em Tombos. Na semana que vem, a volta acontece no Ronaldão, com o campo reformado nos padrões FIFA desde o início de ano, e já com as arquibancadas móveis necessárias para receber a torcida na reta final do Mineiro.

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