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Como o Fluminense pretende pagar estrelas mesmo sem a Unimed?

Mesmo sem a Unimed, o ídolo Fred assinou renovação de contrato até o fim de 2018 - NELSON PEREZ/FLUMINENSE F.C.
Mesmo sem a Unimed, o ídolo Fred assinou renovação de contrato até o fim de 2018 Imagem: NELSON PEREZ/FLUMINENSE F.C.

Rodrigo Paradella

Do UOL, no Rio de Janeiro

06/02/2015 06h00

Mesmo sem a parceria da Unimed desde o fim do ano passado, o Fluminense mantém jogadores importantes com contratos longos e caros e pretende aumentar os salários de outros pilares do elenco. A lista tem Fred, Diego Cavalieri e Gum, que assinaram recentemente por quatro anos, e Jean e Wagner, que devem receber aumentos em breve. Com tantas despesas e sem o mecenas de antes, como o clube das Laranjeiras quer fazer essa conta fechar?

Para começar, o Fluminense correu para minimizar a saída da patrocinadora com a chegada de novos parceiros. Os acordos de Viton 44 (das bebidas Mate Vitton, Guaravita e Guaraviton) e Frescatto, somados, chegam a R$ 18 milhões anuais. O número ainda está bem abaixo dos cerca de R$ 30 milhões da Unimed, mas certamente é um ponto de partida para a nova fase.

O próximo passo é tentar aumentar essa arrecadação com a chegada de uma terceira empresa, que estamparia sua marca nas mangas do uniforme por cerca de R$ 6 milhões. O Fluminense também não descarta comercializar o espaço no shorts, tudo para reduzir ao máximo a diferença em relação aos tempos de Unimed.

Na montagem do elenco, a saída encontrada para economizar foi valorizar uma espécie de espinha dorsal estelar em uma equipe recheada de apostas e revelações da base. Assim, o clube se livrou de jogadores caros como Bruno, Carlinhos, Rafael Sóbis, Valencia, Diguinho e Cícero, o que desonerou sua folha de pagamentos. Em contrapartida, conseguiu manter Fred, Cavalieri e companhia, os astros que mais lhe interessavam. 

Conca, a maior perda, faria parte deste planejamento, mas preferiu voltar à China apesar da proposta de um novo contrato em que o Tricolor assumiria parte dos pagamentos que deveriam ser feitos pela Unimed Rio. A decisão do argentino pela saída se contrapôs à de Fred, que estava na mesma situação, quis ficar e ganhou a confiança do técnico Cristóvão Borges. 

"Ficou claro o trabalho que a diretoria está fazendo para manter os jogadores. Perdeu-se um patrocínio importante, mas o Fluminense está se reerguendo. E a renovação dele não é simples. O Fluminense conseguiu fazer isso e mostra que trabalha para continuar no caminho para ter a mesma força. Claro que a renovação dele é importante e influencia em todos os aspectos. Não se ganha nada se não tiver bom ambiente e liderança. E aqui temos isso. Jogadores que puxam para cima. Fred é um deles", disse o treinador.

As categorias de base, por sua vez, serão de grande valia para o Fluminense nesta nova realidade. Além de completar o elenco principal com jogadores como Michael, Igor Julião e Rafinha, entre outros, Xerém ainda dá matéria-prima para que o clube possa vender uma de suas três joias (Kenedy, Marlon e Gérson) por um alto valor, o que equilibraria o caixa das Laranjeiras.

Gérson e Kenedy já estão na mira de grandes clubes europeus com o bom desempenho no Sul-Americano Sub-20. O primeiro é monitorado por Juventus-ITA e Barcelona, enquanto o atacante já foi sondado até pelo Real Madrid no passado recente.

O Fluminense também esperava um aumento exponencial no número de sócios-torcedores, o que aumentaria a receita do clube. O departamento de marketing do clube, no entanto, tem tido dificuldades para alavancar o projeto, que hoje conta com pouco mais de 23 mil associados. A meta considerada ideal é de 50 mil.

Já com a sua nova cara, o Fluminense encara o Bangu no domingo, às 17h, em sua estreia no Maracanã na temporada, em partida válida pela terceira rodada do Campeonato Carioca. O time tem o desfalque confirmado do lateral direito Renato, com um estiramento no músculo posterior da coxa direita.

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