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Com Gareca, Palmeiras ressuscita contratações no estilo 'filial'

Eduardo Anizelli/Folhapress
Imagem: Eduardo Anizelli/Folhapress

Vanessa Ruiz

Do UOL, em São Paulo

22/07/2014 06h00

No final da década de 1990, o Palmeiras foi “gremista”. Em 2003, “azulão”. No ano seguinte, viveu dias de “paranista”. E, em 2014, o clube parece estar disposto a tornar-se “fortinero”, apelido pelo qual são conhecidos os torcedores do Vélez Sarsfield, ou, no mínimo, um time com presença forte de jogadores argentinos.

É que o técnico argentino Ricardo Gareca, que chegou ao Palmeiras antes da Copa do Mundo e fez sua estreia contra o Santos na última quinta-feira (17), comandou o Vélez Sarsfield entre 2009 e 2013. Com ele, vieram o auxiliar técnico Sergio Santín, uruguaio, e o preparador físico Néstor Bonillo, argentino.

Pelo menos até agora, o Palmeiras vai seguindo à risca a lista de contratações passada pelo novo treinador. Lista que conta, basicamente, com nomes de conterrâneos do comandante.

Os dois primeiros a chegar foram o atacante Pablo Mouche, que estava no Kayserispor, da Turquia, mas se destacou em casa pelo Boca Juniors, e o zagueiro Fernando Tobio, do Vélez. O próximo deve ser Agustín Allione, meia/volante de 19 anos também do Vélez, formado nas bases do clube.

Em entrevista dada ao canal de televisão argentino TyC Sports, Allione deixou claro que deve sua primeira transferência internacional ao treinador, e se disse feliz por voltar a trabalhar com ele e com Tobio.

Os próximos podem ser os atacantes Lucas Pratto, de 26 anos, que já está em negociação, e Facundo Ferreyra, outro ex-Vélez, hoje no Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. Ferreyra é um dos jogadores que se recusou a se reapresentar depois de pré-temporada realizada no Suíça por conta dos conflitos que tomam conta da Ucrânia.

Histórico tanto positivo quanto negativo

Em ao menos três ocasiões no passado recente, o Palmeiras viveu situação semelhante, em que a chegada de um treinador significou a contratação de vários jogadores de um mesmo clube ligado de alguma forma ao passado do novo técnico. Em dois momentos, deu certo. No último, nem tanto.

Na primeira passagem de Felipão, entre 1997 e 2000, a equipe foi “filial” do Grêmio, último clube brasileiro treinado por Scolari antes de ir para o Japão e retornar ao Brasil via Palmeiras. No período, Felipão trouxe consigo o lateral Arce, o zagueiro Rivarola, o meia Arílson e o atacante Paulo Nunes. A montagem do time funcionou e o Palmeiras conquistou a Copa do Brasil e a Copa Mercosul de 1998, e a Copa Libertadores de 1999.

Em 2003, entrou em cena Jair Picerni. A equipe venceu a Série B com os volantes Magrão, Claudecir e Adãozinho, e o zagueiro Daniel, todos vindos do São Caetano. Estes jogadores haviam sido comandados por Picerni durante a campanha de 2000 do “Azulão”, quando a equipe foi vice-campeã da Copa João Havelange.

O último episódio aconteceu em 2007, com Caio Júnior. Do Paraná, seu clube anterior, ele trouxe os zagueiros Edmilson e Gustavo, e o volante Pierre, que viria a se tornar um dos grandes ídolos da torcida palmeirense. Desta vez, no entanto, não houve conquista de títulos.

O Palmeiras como "filial"

  • Fase 'gremista' (1997-99)

    Felipão (técnico), Rivarola (zagueiro), Arce (lateral), Arílson (meia), Paulo Nunes (atacante)

  • Fase 'azulão' (2003)

    Jair Picerni (técnico), Daniel (zagueiro), Magrão (volante), Claudecir (volante), Adãozinho (volante)

  • Fase 'paranista' (2007)

    Caio Júnior (técnico), Edmilson (zagueiro), Gustavo (zagueiro), Pierre (volante)

  • Fase 'argentina' (2014)

    Ricardo Gareca (técnico), Néstor Bonillo (preparador físico), Fernando Tobio (zagueiro), Agustín Allione (meia), Pablo Mouche (atacante)

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