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Futebol uruguaio tem novos dirigentes e Mujica se exime de culpa na crise

O presidente do Uruguai, José Mujica, negou responsabilidade sobre a crise no futebol - Claudio Reyes/ AFP
O presidente do Uruguai, José Mujica, negou responsabilidade sobre a crise no futebol Imagem: Claudio Reyes/ AFP

Do UOL, em São Paulo

01/04/2014 19h34

Depois de mais de 24 horas sem comando, a Associação Uruguaia de Futebol (AUF) escolheu os dirigentes que tentarão resolver a crise instalada no esporte no país. Na última segunda-feira (31), o presidente e o conselho executivo da entidade tinham pedido demissão. O presidente José Mujica negou que tenha provocado a situação.

O futebol uruguaio vive uma grande crise. Na segunda-feira (31), os jornais uruguaios chegaram a citar uma investigação da Fifa para analisar se o governo interviu no esporte. Isso poderia desfiliar o Uruguai e tirar a seleção celeste da Copa do Mundo no Brasil.

Os principais motivos da crise são a segurança nos estádios, uma intervenção do governo do país no futebol, uma briga pelos direitos de transmissão das próximas Elminatórias da Copa, que estão prestes a ser licitados e a denúncia de sete clubes pequenos contra a Conmebol na justiça comum por mau uso de dinheiro arrecadado com o futebol.

Os problemas aumentaram depois do jogo entre Nacional-URU e o argentino Newell's Old Boys, pela Taça Libertadores, Na quarta-feira (28). A partida terminou com um quebra-quebra na arquibancada. Treze policiais foram feridos, 40 torcedores detidos e muitas cadeiras quebradas. 

O presidente Mujica proibiu a polícia de fazer a segurança dentro dos maiores estádios do país. Ele nega que tenha tentado influenciar a gestão do futebol. O político disse ter exigido dos clubes que aprovassem o regulamento da Fifa que prevê punições com pontos aos times envolvidos em brigas.

Além disso, ele quer que se defina uma data para que a AUF compre um software que permita o reconhecimento dos barra-bravas (como são chamadas as torcidas organizadas mais briguentas no país) que brigam nos estádios.

Segundo o presidente, a polícia poderá voltar aos estádios se essas condições forem cumpridas.

Até agora, os times mantêm a décima rodada do campeonato uruguaio. Um jogo do Peñarol pela nona rodada foi cancelado por pressão do sindicato dos jogadores, que não entrariam em campo sem policiamento.

O jogo do Peñarol ainda precisa de uma nova data. Amanhã, haverá uma assembleia com todos os presidentes de clube para enfrentar a crise. Nela, devem ser ratificados os nomes escolhidos hoje.

O único problema é que os times querem que os dois grandes clubes, Nacional e Peñarol, estejam representados. O Peñarol, no entanto, não indicou ninguém para compor a nova direção da AUF. Até esta quarta-feira, o futebol uruguaio ainda deve viver momentos tensos.

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