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Baladas e cervejinha: veja points de Ronaldinho nas férias em ex-refúgio

José Ricardo Leite

Do UOL, em Florianópolis

27/02/2014 06h00

Uma relação duradoura e constante que vai desde o “refúgio” quando ficou sem jogar alguns meses por causa de um imbróglio jurídico até curtições nas férias em seu roteiro de baladas e “cervejinha”. É assim a forte ligação de Ronaldinho Gaúcho com Florianópolis, em especial com a praia de Jurerê Internacional, frequentada quase que anualmente pelo craque.

Em 2001, Ronaldinho ficou aproximadamente seis meses sem jogar quando deixou o Grêmio de forma polêmica. Ele assinou um pré-contrato com o Paris Saint-Germain sem anuência dos cartolas gaúchos por considerar que tinha esse direito em virtude das mudanças das regras de vínculo entre clube e atletas que passaram a vigorar naquele ano.

Mesmo assim, o atacante teve que deixar Porto Alegre mediante a pressão que sofria de torcedores e dirigentes pela acusação de ingratidão e de ser mercenário por tentar sair do clube de graça aproveitando a nova lei.

Enquanto Grêmio e PSG brigavam na justiça, Ronaldinho ficou um tempo refugiado em uma mansão de Eric Lovey, então representante do clube francês no país e que teve participação na transferência.

A casa fica à beira da praia em Jurerê Internacional. Vizinhos dizem se lembrar de vê-lo durante um bom tempo no local e depois voltar diversas vezes durantes as férias, até que o empresário vendeu sua casa, há aproximadamente quatro anos.

Suas presenças constantes na casa e aparições até hoje em Jurerê geram um falso rumor na cidade de que Ronaldinho é proprietário do imóvel.  Mas sua base fica agora no luxuoso hotel Majestic, no centro da cidade.

Ele esteve lá por uma semana em janeiro deste ano na companhia do atacante Jô e de alguns amigos em um quarto de 120 metros quadrados, cuja diária é de aproximadamente R$ 4 mil. Mas o trajeto de cerca de 30 km do hotel para Jurerê é uma constante.

Na praia conhecida como a “Beverly Hills” da capital catarinense é que se encontra o seu principal roteiro de baladas, tanto durante o dia como na madrugada. O Taikô é onde o jogador costuma ir nas tardes ensolaradas. Ele reserva um espaço no local que custa de R$ 3.000 até R$ 5.000 para ficar com os amigos.

Segundo funcionários, Ronaldinho atende bem os fãs, mas tenta passar despercebido para não causar alvoroço enquanto toma sua tradicional cervejinha de canto. Mulheres ao redor da mesa, de acordo com a casa, é “consequência”.

“Este ano Ronaldinho esteve aqui umas duas ou três vezes. Ele estava junto com o Jô e outros jogadores. Ele vem direto. Ele é da cervejinha, no máximo um coquetelzinho. Aqui no Taikô ele é tranquilo, fica mais na cervejinha. Ele quer ter um pouco de descanso, mas tira fotos aos poucos, não tem como conter”, falou Pablo Camargo, supervisor operacional do local.

“Vem muito amigo com ele, mulheres são só uma consequência. Começam a chegar aos poucos.”

  • José Ricardo Leite/UOL

    Cantinho reservado para Ronaldinho em balada na praia de Jurerê Internacional

Quando quer uma noite forte na capital catarinense, Ronaldinho costuma ir até a boate P12. De acordo com pessoas próximas ao jogador, ele evita tirar fotos em baladas na madrugada por medo da repercussão.

Nas baladas noturnas Ronaldinho vai com seguranças e procura ficar cercado por eles para não ser fotografado. Para isso escolhe sempre um espaço reservado com sofás e uma mesa e faz com que amigos e os homens que o protegem fiquem à frente.

“Ele gosta daqui (da P12) e fecha sempre aquele camarotezinho com os amigos dele. Em janeiro esteve aqui em Florianópolis. Também esteve jogando futevôlei com a gente, duas vezes”, falou Julio César da Silva, produtor executivo de festas, algumas realizadas naquela casa noturna, enquanto apontava onde o pentacampeão gosta de ficar.

Quando não quer uma noite mais longa, seu destino na capital catarinense costuma ser o bar Devassa, a poucos quarteirões do hotel em que fica hospedado. Assim como nas baladas de Jurerê, a casa diz que ele tem seu canto preferido e fica mesmo em bebidas mais leves, como cerveja.

“Só cervejinha. Fica no canto dele na boa com os amigos. Ele gosta de um axé, sertanejo e de curtir a banda Sambaí, sempre que toca ele vem pra cá”, disse o gerente do estabelecimento, Fabiano Felicio.

Outra das paixões é jogar futevôlei. Mas também evita fazer isso nas praias para não causar alvoroço e perder a privacidade. Por isso escolhe o clube AABB, no centro da cidade.

 

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