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Dida encara histórico ruim de 'viracasacas', mas aposta em bagagem no Inter

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

28/12/2013 06h01

A troca do azul pelo vermelho impõe uma missão extra para Dida. Ao trocar o Grêmio pelo Internacional, o goleiro de 40 anos também terá de quebrar o histórico recente de insucesso dos chamados ‘viracasacas’.

Desde 2000, oito jogadores deixaram o Grêmio para jogar no Inter. E somente dois deles conseguiram se afirmar. Conquistando títulos e garantindo um lugar de destaque na história vermelha. A curiosidade é que ambos foram formados nas categorias de base do tricolor.

Tinga e Bolívar migraram em momentos distintos, mas são os únicos que se salvam no grupo que ainda conta com Bustos, Everton Costa, Rubens Cardoso, Pedrinho, Rodrigo e Gabriel.

“A sensação é boa. É a primeira vez que faço isto [trocar um rival pelo outro, da mesma cidade], mas não me arrependo. É um desafio bom”, comentou Dida. "Espero conseguir títulos e vitórias. Sei que a experiência é algo importante. Esta bagagem pode ajudar", acrescentou.

Tinga encarou o mesmo desafio citado por Dida em 2005, quando trocou o Sporting, de Portugal, pelo Internacional. No ano seguinte, foi peça-chave na conquista da Libertadores. Antes, disputou três edições do torneio pelo Grêmio. Fez gols em cima do Colorado em clássicos e ganhou admiração da torcida azul. No Beira-Rio, admitiu que torcia pelo Inter na infância e caiu de vez nas graças da massa.

Já Bolívar deixou o Grêmio sem tanta identificação assim. Lateral nos times de base, fechou com o Inter em 2004. Aos poucos foi sendo recuado e culminou com o bom desempenho na Libertadores de 2006.

Já afirmado como zagueiro, Bolívar retornou em 2008 para se tornar líder do vestiário. Capitão do time. E ganhar de vez o apelido de general. Reencontraria Tinga em 2010, na nova conquista da América. A saída, porém, foi conturbada no final de 2012 - com direito a discussão pública com Fernandão.

Reservas ou titulares medianos

Os outros jogadores que deixaram o azul no armário e vestiram o vermelho não repetiram o sucesso da dupla. Rubens Cardoso até fez parte do time campeão do Mundial, mas não se firmou como ídolo. Ou sequer titular incontestável.

Pedrinho, lateral direito, sempre foi suplente. Mesmo status dos tempos de Grêmio. Rodrigo chegou como reforço para o Mundial de Clubes de 2010, mas por um problema burocrático ficou de fora. Na temporada seguinte uma embolia pulmonar impediu sua sequência no time.

Já o atacante Everton Costa marcou gol importante na Libertadores de 2007 pelo Grêmio. No Inter, entrou na final de 2010 contra o Chivas. Mas jamais se tornou opção constante de Celso Roth. Foi negociado rapidamente.

O lateral direito Gabriel foi o mais recente caso. Destaque do Grêmio de 2010, com Renato Gaúcho, viveu um período de ostracismo com Vanderlei Luxemburgo e rescindiu em janeiro de 2013. No dia seguinte, fechou com o Inter a pedido de Dunga e Paulo Paixão. Teve bom começo, mas caiu ao longo da temporada. Tanto que não renovou contrato.

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