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Nissan rompe com Vasco por briga, e clube quer acordo para evitar Justiça

Dinamite exibe camisa do Vasco com o patrocínio da Nissan na assinatura do contrato (19/07/2013) - Divulgação/Vasco
Dinamite exibe camisa do Vasco com o patrocínio da Nissan na assinatura do contrato (19/07/2013) Imagem: Divulgação/Vasco

Do UOL, no Rio de Janeiro

16/12/2013 19h30

Os episódios violentos em Joinville causaram o rompimento do contrato de patrocínio entre Nissan e Vasco. A montadora comunicou a rescisão na tarde desta segunda-feira e deixou o Cruzmaltino sem mais R$ 21 milhões previstos até 2017.

As partes assinaram contrato no mês de julho. O valor total era de R$ 28 milhões por quatro anos. O clube de São Januário chegou a antecipar a primeira cota para pagar salários e demais dívidas.

A relação já vinha desgastada quando o diretor de marketing da Nissan, Murilo Moreno, afirmou em novembro que o fato de o Vasco disputar a segunda divisão seria "melhor ainda" para a marca, já que a exposição na mídia teria um alcance maior. "E ainda por cima vamos ser o patrocinador do acesso", disse na ocasião o executivo.

A reportagem do UOL Esporte procurou a diretoria do Vasco para comentar o caso. O presidente Roberto Dinamite, o diretor geral Cristiano Koehler e o diretor jurídico Gustavo Pinheiro não atenderam os telefonemas. No entanto, através de sua assessoria de imprensa o clube informou que vai buscar o acordo entre as partes para uma composição pela quebra de contrato. Caso a tentativa não tenha sucesso, o Cruzmaltino pretende acionar à Justiça para ser indenizado.

Confira o comunicado oficial da Nissan

Depois dos recentes atos de inaceitável violência, a Nissan informa que não manterá o contrato de patrocínio junto ao Club de Regatas Vasco da Gama.

A direção da Nissan considera que os referidos atos de violência são incompatíveis com os valores e princípios sustentados e defendidos pela empresa em todo o mundo.

O patrocínio havia sido assinado em Julho de 2013, e tinha previsão de duração de quatro anos.

A Nissan reforça seu compromisso com o esporte brasileiro como Patrocinadora Oficial dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™ e apoio a 30 atletas olímpicos e paralímpicos do Brasil.

CONFIRA OUTRAS DECISÕES POLÊMICAS DO STJD

  • 2004 - São Caetano - São Caetano punido com a perda de 24 pontos no Campeonato Brasileiro pela suposta escalação irregular do zagueiro Serginho, que morreu cerca de uma hora após desmaiar durante jogo contra o São Paulo, no Morumbi.

    2005 - Brasileirão - O Campeonato Brasileiro de 2005 vivenciou uma das maiores polêmicas do futebol nacional, quando foi descoberto que o árbitro Edílson Pereira de Carvalho havia manipulado 11 jogos por um esquema de apostas. A polêmica aumentou porque o STJD decidiu anular os 11 jogos e repeti-los novamente. O Corinthians tinha dois de seus jogos entre os 11. Não havia feito nenhum ponto nestes duelos, mas, com a repetição, fez quatro. Foi campeão com três pontos acima do Internacional, o vice-campeão.

    2008 - Grêmio - O zagueiro Léo foi punido com 120 dias de suspensão, o também defensor Réver pegou gancho de três jogos, e o atacante Morales não poderá atuar por oito partidas. Os três jogadores foram julgados por lances ocorridos na partida contra o Botafogo, no último dia 4, em que o Grêmio venceu por 2 a 1. Léo, que foi expulso na oportunidade, foi indiciado por chutar Jorge Henrique, do time carioca, sem a bola estar em disputa. Já Rever foi punido por empurrar o meia Carlos Alberto, e Morales era acusado de fazer falta violenta no lateral Alessandro.

    2009 - Coritiba - O Estádio Couto Pereira será interditado até serem atendidas melhorias de segurança a serem determinadas pela CBF. Depois de cumprida esta pena, passa a valer a cassação de 30 mandos de campo, válida para os jogos da Série B e da Copa do Brasil. Além disso, o clube terá de pagar multa de R$ 610 mil. Acabou cumprindo dez perdas de mando.

    2009 - Botafogo - Pego no doping, o atacante Jobson foi punido com dois anos pelo STJD. Porém, depois teve pena abrandada para seis meses. Ele foi flagrado pelo uso de cocaína em dois exames antidoping realizados na reta final do Brasileirão- contra Palmeiras e Coritiba.

    2010 - Canedense - A briga que envolveu torcedores da Canedense e jogadores do Vila Nova-GO deixou um jogador do time visitante queimado e fora dos gramados por 40 dias. Após a confusão, o STJD resolveu interditar o estádio por 30 dias.

    Mamoré 2010 - Vitinho foi escalado de maneira irregular em jogos do Módulo II e o Clube Patense foi derrotado. Os auditores entenderam que houve a irregularidade e por 8 votos contrários decretaram o Mamoré culpado e decretaram a perda de 7 pontos dentro do Módulo II.

    2010 - Grêmio Prudente- A equipe do interior paulista escalou o zagueiro Paulão em partida contra o Flamengo, pela 3ª rodada do Brasileirão, no final de semana. O problema é que o defensor havia sido suspenso pelo STJD na sexta-feira, e não poderia ter entrado em campo no Macaranã. A defesa do Prudente alegou que o tribunal só notificou o clube na segunda-feira, mas não houve conversa: o time teve três pontos subtraídos e ainda teve que pagar multa de R$ 1 mil. Paulão também foi julgado e corria risco de ser suspenso por um ano, mas foi absolvido.

    2011 - Rio Branco, do Acre, foi desclassificado da Série C do Campeonato Brasileiro 2011. O clube foi punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e, além da eliminação, teve que arcar com mais de R$ 13 mil em multas. O time infringiu o artigo 231 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) ao mandar um jogo na Arena da Floresta, que havia sido interditada.

    2013 - Carlos Alberto - Carlos Alberto, atualmente sem clube, foi condenado a um ano de suspensão por doping.

    2013 - Paysandu - Perda de seis mandos de campo e mais R$ 80 mil de multa pecuniária. O clube foi julgado na sede do órgão, no Rio de Janeiro, por conta dos incidentes que aconteceram na partida contra o Avaí, no dia 18 de outubro, no Estádio da Curuzu. Na ocasião, um grupo de torcedores bicolores arremessaram objetos ao gramado, inclusive bombas caseiras, e a partida foi encerrada pelo árbitro Grazianni Maciel Rocha aos 37 minutos do segundo tempo.

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