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Clube dos 13 pede apoio de Renan para perdão da dívida dos clubes

Senadores Jorge Viana (PT-AC) e Renan Calheiros (PMDB-AL) no Senado: times de futebol pedem ajuda - Alan Marques/Folhapress
Senadores Jorge Viana (PT-AC) e Renan Calheiros (PMDB-AL) no Senado: times de futebol pedem ajuda Imagem: Alan Marques/Folhapress

Aiuri Rebello

Do UOL, em Brasília

03/10/2013 18h36

Representantes do Clube dos 13, grupo que reúne os maiores times de futebol do país, estiveram na tarde desta quinta-feira (3) no Senado para pedir o apoio do presidente da casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), para algum projeto que ajude no perdão ou amortização da dívida dos clubes com o governo federal. No total, estima-se que os clubes de futebol devam pelo menos R$ 4 bilhões. Destes, R$ 2 bilhões apenas em tributos com o governo federal.

A proposta defendida pelo times e pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) é a do perdão de até 90% da dívida em troca de investimento em esporte olímpico para crianças e adolescentes por parte dos clubes. Idealizada pelo deputado federal Vicente Cândido (PT-SP), ligado ao Corinthians e sócio de Marco Polo Del Nero, vice-presindente da CBF e presidente da FPF (Federação Paulista de Futebol), a proposta foi adotada pelo Ministério de Esporte, que prepara uma MP (Medida Provisória) ou PL (Projeto de Lei) sobre o tema.

Participaram do encontro com Calheiros os senadores Jorge Viana (PT-AC) e Zezé Perrela (PDT-MG), ligado ao Cruzeiro, o presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, um dos vice-presidentes da CBF, Weber Magalhães, e o presidente do Vitória, Alexi Portela.

Outra ideia citada no encontro, a portas fechadas na presidência do Senado,  foi a possibilidade de abatimento das dívidas com o governo com a retenção de um determinado valor na fonte das receitas globais dos clubes por um período que garanta o pagamento do débito, sem inviabilizar o funcionamento das agremiações.

De acordo com o senador Viana, não é defendida nenhuma anistia da dívida. "Não é isenção ou anistia, é trabalhar  para que as dívidas sejam pagas sem inviabilizar os clubes financeiramente", afirmou. De acordo com ele, não sera defendida no Senado uma proposta que signifique o perdão da dívida. Para o Ministério do Esporte, a troca da dívida por investimento em esporte olímpico não é perdão.

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