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Emerson Sheik é absolvido de acusação de lavagem de dinheiro e contrabando

Justiça entendeu que não havia provas contra Emerson Sheik  - Daniel Augusto Jr;/Ag. Corinthians
Justiça entendeu que não havia provas contra Emerson Sheik Imagem: Daniel Augusto Jr;/Ag. Corinthians

Bruno Thadeu e Renan Prates

Do UOL, em São Paulo

14/08/2013 11h28

O atacante Emerson Sheik foi considerado inocente no processo envolvendo ligação em contrabando de carro importado e lavagem de dinheiro. A 3ª Vara Criminal da Justiça Federal do Rio de Janeiro comunicou a decisão. O Ministério Público recorreu.

A absolvição ocorreu por falta de provas que incriminassem o atacante. O juiz Federal Titular Fabrício Antonio Soares publicou a decisão de absolver Emerson.

“Ante todo o exposto, julgo improcedente a pretensão punitiva estatal para absolver o réu Marcio Passos de Albuquerque (Emerson), qualificado nos autos, das imputações feitas na denúncia, com base no art. 386, V e VII, do Código de Processo Penal”.

O Ministério Público abriu processo após compra efetuada por Emerson em outubro de 2010. Na ocasião, o jogador adquiriu BMW X6 em negociação que envolveu o meio-campista Diguinho, também denunciado pelo MP.

Diguinho processou Emerson sob a alegação de que foi enganado na compra de um veículo supostamente ilegal. Curiosamente, os agora inimigos Diguinho e Emerson se encontrarão nesta quarta-feira, no duelo entre Fluminense x Corinthians, no Maracanã.

Segundo o MP, o crime de lavagem de dinheiro ficou evidenciada. Sheik comprou um BMW X6, cor branca, por R$ 200 mil (R$ 160 mil e mais R$ 40 mil em IPI) em 29 de outubro de 2010, da Rio Bello. Quase dois meses depois, o atacante negociou seu veículo para a mesma Rio Bello e pelo mesmo preço (mas sem o IPI).

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No mesmo dia em que Sheik se desfez do veículo, Diguinho efetuou a compra do BMW X6 pelo mesmo valor. Vinte dias depois, o volante do Flu revendeu o veículo para a mesma Rio Bello. Horas depois, Diguinho recomprou o automóvel da Rio Bello.

A ação é típica de lavagem de dinheiro, onde é injetado dinheiro sujo para recebimento de dinheiro ou bem legal, concluiu o MP.

Em depoimento ao MP, o atacante corintiano não soube explicar por que a venda do veículo para Diguinho representou R$ 315 mil, mas na nota constava R$ 200 mil. Na ocasião, afirmou que não tinha visto a nota e que um amigo chamado Caetano costuma fazer suas transações de veículos. Caetano (cujo sobrenome não foi revelado) rebateu e disse que jamais negociou para o atacante. Já Diguinho reconheceu ao MP a diferença dos valores.

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