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Revista francesa diz que Qatar comprou direito de sediar Copa com ajuda de Teixeira

Revista francesa diz que Qatar comprou direito de sediar Copa   - Reprodução/France Football
Revista francesa diz que Qatar comprou direito de sediar Copa Imagem: Reprodução/France Football

Do UOL, em São Paulo

29/01/2013 15h09

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A revista francesa “France Football” publicou nesta terça-feira uma matéria sobre corrupção no futebol em que afirma que o Qatar usou do dinheiro para adquirir o direito de ser sede da Copa do Mundo de 2022.

O país árabe ganhou disputa contra fortes países concorrentes, como Estados Unidos, Japão e Austrália. Venceu com 14 votos eleição realizada no dia 2 de dezembro de 2010, seis a mais do que os americanos.

Em matéria com o título de “Mundial 2022 Qatargate”, a publicação conta que o suborno envolveu “enormes quantidades de dinheiro” e teve a participação de alguns dos principais dirigentes do futebol mundial, como Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF e que hoje vive na Flórida,  nos Estados Unidos.

Também estão implicados, segundo a publicação, Julio Grondona, presidente da AFA (Federação Argentina de Futebol), Michel Platini, presidente da União Europeia de Futebol, Nicolas Leoz, presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol, e Sandro Rosell, presidente do Barcelona.

Teixeira e Grondona teriam recebido dinheiro da confederação para a realização de um amistoso entre  Brasil e Argentina realizado em Doha, no Qatar, pouco antes da eleição. O jogo teria sido parte de um “pacote” dado aos dirigentes para votarem no país asiático.

A revista diz que o Qatar pagou R$ 14 milhões para que esse jogo fosse realizado lá. Paralelamente a isso, Teixeira e Grondona estreitaram seus laços com o país e passaram a receber dinheiro da região.

Grondona, segundo a publicação, recebeu certa vez o emir qatariano Hamad bin Khalifa al Thani e ficou acordo bilaterais entre o Qatar e  a América do Sul.

Platini teria aceitado votar no Qatar depois de um encontro com o mesmo emir qatariano até com a presença do então presidente da França na época, Nicolas Sarkozy. Já Rosell, do Barcelona, é vinculado por acordos de patrocínio do time com Fundação Qatar e um futuro com a Qatar Airways.

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