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31/03/2012 - 06h00

Investigador da corrupção na Fifa pede ficha limpa para futuros presidentes da entidade

  • Gestão de Blatter: "frouxa nas investigações", dizem consultores

    Gestão de Blatter: "frouxa nas investigações", dizem consultores

O relatório da corrupção na Fifa, apresentado a Joseph Blatter, institui  a “ficha limpa” para quem quiser ser presidente da entidade. O texto foi debatido pelos cartolas na Suíça, nesta sexta-feira.

O principal ponto proposto pelo Instituto de Governança da Basileia (IGB), que escalou Mark Pieth para realizar a investigação interna na Fifa, é a exigência de atestados de antecedentes criminais, econômicos e éticos aos futuros candidatos a presidência da entidade.

O relatório critica a administração da entidade e o principal nome do processo é exatamente Joseph Blatter, secretário-geral de João Havelange (de 1974 a 1998) e presidente em segundo mandato. Blatter se esquivou na coletiva com a imprensa, sem a mesma alegria demonstrada pelo Twitter, na quinta-feira.

Com a mudança no estatuto proposta pelos investigadores, o passado de todos os membros do Comitê Executivo deverá passar por análise de inteligência criminal, econômica e social.

 O relatório de corrupção na Fifa voltou a 1974 e deve ter caído como uma bomba sobre a mesa onde se reunia o Comitê Executivo da entidade.

Os detalhes da auditoria moral continuarão sendo debatidos até a reunião do Congresso Geral da Fifa, com 208 membros, marcado 23 de maio, em Budapeste, Hungria.

FIFA: NOVOS COMITÊS

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O Congresso Geral será soberano na mudança dos estatutos da Fifa e na adoção de medidas de limpeza ética propostas pelos consultores.

O relatório encaminhado pelo acadêmico Mark Pieth, especialista em lavagem de dinheiro e financiamento de redes terroristas, também critica a Fifa pela maneira conivente de “investigar e punir” casos de corrupção, nos últimos 30 anos.

A gestão temerária da Fifa “gerou suspeitas e denúncias mal investigadas”, afirma o relatório.

Mas essas investigações frágeis, a julgar pelo perfil do professor Pieth,  não devem livrar os suspeitos do controle de “ficha limpa”.

O novo Comitê de Nomeações (proposto em caráter de urgência) não buscará apenas condenações, que transitaram em julgado,  mas envolvimento dos cartolas em denúncias variadas dentro e fora do futebol. “o campo ético será rigorosamente considerado”,  afirma Pieth em seu relatório.

 Talvez este tenha sido o motivo da renúncia de Ricardo Teixeira, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol e que foi membro executivo da Fifa. Teixeira é suspeito de envolvimento no processo que tramita na Corte Federal de Lausanne.

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