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Alcindo detona Dualib em lembrança de passagem desastrada pelo Corinthians

Ex-atacante Alcindo em ação pelo Corinthians durante a temporada de 1996 - Rogerio Assis/Folha Imagem
Ex-atacante Alcindo em ação pelo Corinthians durante a temporada de 1996 Imagem: Rogerio Assis/Folha Imagem

Bruno Freitas e Thales Calipo

No Rio de Janeiro

02/08/2011 10h55

Ele ficou conhecido como aquele atacante de visual curioso, ao mesmo tempo careca e cabeludo, que saiu do Flamengo para fazer sucesso junto com Zico no Japão. No entanto, o ex-jogador Alcindo tem em seu currículo uma passagem de más lembranças pelo Corinthians, quando desembarcou como estrela do futebol japonês e chegou a brigar para não ir à Série B do Brasileiro.

ALCINDO ONTEM E HOJE

  • Reprodução

    Alcindo (ao centro) ao lado de Zinho e Zico em comemoração em partida pelo Flamengo

  • Bruno Freitas/UOL

    Ao lado da mulher, Alcindo acompanha partida de futebol de areia no Rio: restou apenas a careca

Paranaense de Medianeira, Alcindo reforçou o Corinthians em 1996 levando ao Parque São Jorge o status de grande estrela do futebol nipônico, onde passou quatro anos e meio. No entanto, enfrentou uma cirurgia no joelho logo na pré-temporada e depois o mau relacionamento com a diretoria da época, acusada de jogar em cima do elenco a responsabilidade pela fase da equipe.

“Não fui bem tratado pela diretoria. O time perdia e a culpa era jogada para a gente, somente para cima dos jogadores. Era aquela diretoria do (Alberto) Dualib e do Zezinho Mansur. A relação (com eles) foi muito ruim. Eles deixaram o grupo rachado”, afirmou Alcindo em entrevista ao UOL Esporte.

Apesar da fraca campanha no Brasileiro, o Corinthians de Alcindo conseguiu o título do Troféu Ramón de Carranza no meio do ano, na Espanha, inclusive com um gol do atacante na semifinal contra o Cadiz (o outro foi de Alex Rossi).

Alcindo foi indicado ao Corinthians pelo técnico Valdyr Espinosa. No entanto, a má fase ao longo da temporada forçou a troca de comando, e Nelsinho assumiu o time na parte final do ano, recuperando a equipe da situação de ameaça na tabela.

Ao todo foram 17 jogos e seis gols de Alcindo pelo Corinthians, que terminou o Brasileiro em 12º lugar. No fim do ano, o atacante trocou o Parque São Jorge pelo Fluminense.

“Minha passagem pelo Corinthians foi triste porque eu não consegui jogar. Operei o joelho na pré-temporada e esse problema me atrapalhou muito no ano”, lamenta.

TSUNAMI: EMOÇÃO COM AJUDA AO JAPÃO

Atualmente Alcindo Sartori vive como fazendeiro de soja na cidade de São Miguel do Iguaçu, no Paraná. Paralelamente, o ex-jogador tem ser esforçado em campanhas em prol das vítimas de terremoto e tsunami no Japão, país onde desfrutou os melhores momentos de sua carreira.

CLUBES DO ATACANTE

Flamengo - 1986-90
São Paulo - 1990
Grêmio - 1991-93
Kashima Anthlers (JAP) - 1993-94
Verdy Kawasaki (JAP) - 1995
Consadole Sapporo (JAP) - 1996
Corinthians - 1996
Fluminense - 1997
Verdy Kawasaki (JAP) - 1997
Fluminense - 1998
Cabofriense - 1999
CFZ - 2000

O ex-atacante de 43 anos participou no último final de semana de um jogo de futebol de areia no Rio de Janeiro, ao lado de outros antigos nomes dos campos como Cafu e Washington. O evento serviu como ajuda para as vítimas do desastre japonês.

Antes disso, Alcindo teve a oportunidade de visitar o Japão para participar de uma campanha beneficente. O antigo ídolo de Kashima Anthlers e Verdy Kawasaki (atual Verdy Tokyo) relata cenas de impacto no país devastado pela tragédia.

“Estive lá agora. Uma visita que me marcou muito. Foi muito triste. Estive em uma das cidades mais devastadas. Vi um barco pendurado, estava já bem longe da praia, uns cem metros longe do mar”, conta.

AMIZADE COM O ÍDOLO ZICO

De acordo com Alcindo, uma das maiores riquezas de sua carreira foi a amizade com o Zico, construída na Gávea durante os anos 80. O ex-atacante subiu da base do Flamengo em 1986 e contou com o respaldo do ídolo máximo dos rubro-negros para se firmar no elenco de cima.

Mais tarde, depois de passagens por São Paulo e Grêmio, Alcindo chegou ao Japão através de uma indicação de Galinho. “O Zico me ajudou muito. Foi ele que me levou para lá. Já são 25 anos de amizade”, afirma.

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