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Miralles promete ajuda a Escudero no Grêmio e admite temperamento 'difícil'

Ezequeil Miralles é apresentado pelo Grêmio e impressiona pela tranquilidade  - Tárlis Schneider/Agência Freelancer
Ezequeil Miralles é apresentado pelo Grêmio e impressiona pela tranquilidade Imagem: Tárlis Schneider/Agência Freelancer

Marinho Saldanha

Em Porto Alegre

01/06/2011 09h40

Ezequiel Miralles é o típico argentino. Temperamento forte, expulsões frequentes e muita garra em campo são suas principais características. Essas referências são passadas pela imprensa chilena, que o acompanhou no Colo-Colo no último ano. Ele, inclusive, esteve ameaçado no campeonato nacional por uma agressão a um gandula durante o clássico contra a Universidad de Chile. O jogador admite tal comportamento, sorri sobre o caso e surpreende pela desenvoltura a cada frase. Eu sua apresentação, ele até cogitou auxiliar Escudero, que está no Grêmio desde fevereiro, mas ainda sofre com a adaptação.

A primeira entrevista de Escudero foi quase incompreensível. Falando baixo, um espanhol enrolado, e com frases de no máximo cinco palavras, "El Pichi" assustou pela timidez. Renato Gaúcho reconheceu o problema e passou aos jogadores a responsabilidade de entrosar o estrangeiro. Mas não aconteceu. Até hoje ele é solitário em campo e isto se reflete em seu rendimento.

Miralles, logo de saída, já se apresentou diferente. Ao entrar na sala de conferências do Olímpico ele sorriu pela presença de tantos jornalistas - cerca de 20 - e cumprimentou a todos. Ao vestir a camisa do Grêmio ele fez brincadeiras com os presentes e acenou para fotógrafos. Aos microfones, o espanhol pausado, buscando semelhanças ao português e respostas claras pautaram a manifestação.

"Os argentinos sempre foram bem no Grêmio, como no Brasil. Temos o Conca, o D'Alessandro, todos que passaram pelo país são jogadores de qualidade, por isso foram bem. Os torcedores do Grêmio gostam de argentinos, e espero que gostem de mim. Temos o Escudero, que até para ele será boa minha chegada. Ele me disse que estava sozinho, e que é bom um compatriota para conversar", disse ao lembrar do companheiro.

Divulgação
Miralles espera a companhia de Paredes no Grêmio. "Temos um bom entrosamento do Colo-Colo, espero que ele venha, mas é uma negociação difícil", explicou. Enquanto isso, Esteban admite deixar o clube de futebol chileno

"El Super Mirage", como é conhecido, esbanjou tranquilidade em sua primeira entrevista coletiva. Confiante, ele admitiu a necessidade de títulos no Grêmio, mas sempre ressaltou a qualidade do grupo. Até a história do clube e a importância de Renato Gaúcho - que o indicou - foram ressaltadas no bate-papo.

"Eu vi as partidas contra o Católica, no Chile e no Brasil, contra o Corinthians também. É um time jovem que com os reforços que estão chegando certamente melhorará. Sei que o treinador é um dos maiores ídolos da história do clube, é jovem, e era atacante, o que para mim é muito bom", referiu.

O único problema do jogador é seu temperamento. A imprensa chilena, sempre que perguntada sobre o atleta, refere suas qualidades, mas cita as constantes expulsões. Ele sorri e concorda que deve melhorar neste sentido.

"Tive algumas expulsões, é verdade. Tenho um caráter forte, sou assim. Preciso as vezes me acalmar um pouco, mas com o tempo isto vai melhorando. O jogadores argentinos sempre são assim. Personalidade é fundamental para jogar aqui no Brasil", acrescentou.

Miralles precisa se recuperar de uma lesão muscular na coxa esquerda para iniciar treinamentos no Grêmio. Não há previsão para a liberação, mas como não se trata de um problema grave, o time tricolor projeta contar com o atacante assim que a janela de transferências internacionais for aberta.

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